sábado, 24 de janeiro de 2009

Depoimento de um psiquiatra

Esses dias resolvi dar uma volta, cancelei meus clientes de hoje, seus devaneios podem esperar por 1 dia, mas não consigo ir tão longe do meu consultório, tinha estacionado numa reserva urbana a mais ou menos uns 8 km da minha casa, não muito longe, mas o suficiente pra eu poder me sentir livre, menos insano, e poder respirar um pouco do que costumam respirar por aí. Declino um pouco o banco do carro, desligo o rádio, tiro um cigarro do bolso e me precipito a acendê-lo, de relance vi o meu mais assíduo cliente, sentado a beira de uma arvore, gesticulando com alguém, não sei se me frustro por vê-lo, gostaria de apenas ligar o carro e sair dali, mas me limito em observá-lo. Ele está a uns 10 metros de mim, e com certeza não está acompanhado. O observo, daqui consigo ver sua expressão, parece ser de alivio, sempre o via com a testa enrugada de stress, ou preocupação, mas ele nunca foi de se abrir totalmente, imagino que ele já tinha interesse em não ir no consultório hoje, seria gratificante saber de noticias boas, de uma conversa mais amigável, me incomoda saber todos os seus defeitos, todos os seus tormentos, e não poder saber o que o faz feliz. Sinto uma sensação estranha de levantar-me, penso um pouco e destranco a porta, no ímpeto de sair sou recebido por um temporal repentino. Desisto do meu cigarro, e tento ver através da grossa chuva como teria reagido o meu paciente diante a chuva, não sei se é o efeito da chuva sobre meu vidro, mas ele está nitidamente sorrindo, um sorriso de dor satisfeita, como se tivesse deixado uma necessidade de lado por uma razão maior, conheço bem essa expressão, e sei o quanto as ações que o levaram e ela foram difíceis, porém recompensadoras. Fui egoísta minha vida toda, não passei por isso, minha experiência é alheia, observo expressões, sentimentos, ações, reações, todo tipo de conseqüências de determinadas razões alheias, não me rendo as fraquezas humanas, prefiro não ser feliz do que ser e correr o risco da infelicidade amargurada. Já meu cliente é o oposto, ainda me pergunto porque ele se diz tão parecido comigo, ele parece viver tão intensamente, fez escolhas difíceis, pagou por isso, foi feliz, foi triste. Mas continua vivendo, um dia após o outro. Não sei se 3 sessões de psiquiatra semanais seria um preço razoável as suas escolhas. Agora estou eu sozinho num carro, com medo da chuva, e ele se inebria com pensamentos em explosões de sentimentos, rindo do efeito da chuva em seu corpo, brincando com a água na grama. A experiência nos prova divergências assustadoras.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ambições Seretas - parte II por Tatiele e Dinho

(...continuação) de repente, Tatiele e Arthur saem no hall, e não encontram Sophia no jardim, o grito ainda ressoa em suas mentes, e aos ouvidos da Tatiele foi uma enorme novidade, pois nunca a tinha visto sofrer, mesmo com a perca dos pais ou por sua deficiência, ela nunca a tinha visto chorar, quanto mais um grilo. Arthur já estava desesperado, se culpava por ter deixado-a no jardim, Tatiele o observava. Um perna clara é vista entre arbustos, Tatiele vê primeiro mas fica imóvel, é Arthur quem toma a iniciativa de ir até lá. Entre folhas, espinhos e marcas de sangue está Sophia, ele a analisa rapidamente mas não encontra nenhum corte ou arranhão, ela parece estar bem, e visivelmente atordoada, como se tivesse tendo um sonho ruim. Arthur a pega pelos braços, fica muito próximo a ela, enquanto a leva a um lugar mais confortável e seguro, ele a fita nos olhos, e percebe uma beleza pura e jovial, mas ele percebe que falta algo, ela está leve demais pro seu porte físico, entre panos de saia, ele nota que uma das pernas não está mais lá. Pra Tatiele é somente um contratempo, pra Arthur não, ele com Sophia nos braços volta aos arbustos, tenta localizar uma perna ensangüentada e decepada, mas nada vê. Ele não percebe que Sophia está em seus braços, e o está observando, não percebe que ela está confusa quanto ao que pensar das lagrimas no rosto de Arthur, a principio vem um sentimento de culpa e desvalorização pessoal, mas ela não diz nada. Ele não percebe as mãos quentes e delicadas de Tatiele em seu ombro, buscando um ponto estratégico pra chamar a atenção de Arthur e fazê-lo acalmar-se. Arthur então é submetido aos lábios quentes de Sophia, ele instintivamente fecha os olhos, seu rosto quente e úmido de lágrimas se reflete no rosto de Sophia, só então ele percebe que estava fora de si. Mas muitas perguntas surgem em sua cabeça, ele não quer pensar nisso. Tatiele os observa sem entender o sentimento de desconforto que a ronda. Ela se preocupa demais com Sophia, e acha que entende o que está sentindo.
De repente aparecem o Sr. Smith, Dinho, Jp Guimarães vindo do portão, e Ana surge aos fundos do jardim, vindo do pomar onde ela geralmente passa horas observando e cuidando de flores, Tatiele se prontifica a demonstrar total desconforto com a presença de todos a sua casa sem horário marcado, um breve pensamento surge se questionando sobre a coincidência daquilo tudo, mas se limita a perguntar o que todos estavam procurando, todos, sem exceção se justificam pelo grito vindo da residência,isso justiça, porem o que todos estavam fazendo tão próximos a residência, o grito foi alto, mas não a ser ouvido a mais de meia quadra Dalí. Isso parece ser um mistério a ser investigado por Sr. Smith, mas e quem o irá investigar?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Tatiele says:
*e verdade
*no final tudo se repete e sem graça
*vamos fazer uma novela
*??
*haushau
¬ ¬ Đιιиhσ ¬ says:
*ahuahauhau
*bora dmais
*como fica o elenco?
*dxa eu ser do mal?! Muhaha

Tatiele says:
*ela sofreu um acidente de carro
*no qual perde a mae
*e fica so com o pai
*dai ela começa a namorar com o menino lindoo
*mais alguma personagem gostava dele
*eu como nao gostava de ver a felicidade das pessoas
*começoo a atrapalhar
*vai continua ..
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:

A amiga com problema na perna se chama Sophia, ela perde a mãe que ama muito, o pai entra no alcoolismo e morre dois anos depois da morte da mãe, Sophia herda uma fortuna, mas não da valor ao dinheiro. tem uma mansão em cada continente, e se entrega aos livros de uma biblioteca humilde de interior, o bibliotecário da idade dela, que também perdeu os pais, antigos bibliotecários, ele tem um problema psicológico, não sente vergonha, nem medo, e até então nunca tinha conhecido o amor. O nome dele é Arthur, ele não gosta de falar com pessoas, gosta de ler, e é o homem mais desejado na sua cidade, tem uma beleza irracional. Sophia se encanta com a forma inexpressiva de Arthur, e se aproxima pra fazer perguntas sobre ele, mas ele é frio e insensível com ela, o que deixa-a muito triste, e fica sem voltar a biblioteca. Ele não parou de pensar no momento desde então, e começa a pensar muito nela, na presença dela, no cheiro dela, e percebe-se sentindo falta de alguém, sendo que não sentiu nem dos pais. Ela está na casa de uma amiga chamada Tatiele, que não para muito em casa, possui um negocio muito importante em vários países e quando chega de uma das viagens que durou algumas semanas encontra a amiga diferente, pensativa, distante. Conversa um pouco com Sophia e descobre o que aconteceu com Arthur. Tatiele fica irritadíssima com Arthur e vai na biblioteca. Qdo chega lá é recebida Por Dinho, um filhinho de papai que quer tudo, comprou a biblioteca e pensa em fazer da biblioteca um bar pra qdo visitar a cidade se divertir por ali. Tatiele logo percebe que Dinho é uma pessoa astuta, agressiva nas palavras e insensível, mas logo percebe que a maioria disso é só por fora, e vê nele uma pessoa imatura e perdida no mundo, que sofre em confusões de sentimentos, fazendo-se passar por feliz e dono de tudo. Tatiele sabe que o Dinho é um cara legal por dentro, mas seus sentimentos por ele se limita apenas a curiosidade
Tatiele tem uma amiga de infância, a filha de uma governanta da casa, uma garota linda, da mesma idade que ela, viveram a vida toda juntas. Ana tem um coração puro e sem malicia, e Tatiele sempre achou muito engraçado isso, sempre se diverte por ela ser tão inocente, um dia antes de viajar, Tatiele vai no escritório do Dinho, tentar novamente falar com Arthur sobre Sophia, Dinho novamente a recebe, e com muito descaso fala que estão ocupados, Tatiele empurra Dinho pra ele sair da frente e vai ao encontro de Arthur, Ana esta junto de Tatiele, Ana fica pra trás, e Dinho se recompõe do empurrão, desamassa sua roupa, e vê Ana. Olha fixamente a ela, ela desvia o olhar, não é acostumada a olhar nas pessoas assim, sente vergonha disso, principalmente da forma que ele a olha, ele a observa, cada traço, cada expressão, o tempo anda devagar, como se pudesse ouvir a respiração dela.
Tatiele says:
*dai ele a beija
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
Não.
Tatiele foi ver Arthur, disse mta coisa, ele pediu desculpas e ficou extremamente interessado em a ver novamente. Ela falou que é melhor ele ser mais gentil, ou faria com que ele se arrependesse do próprio nome, e marcou do garoto ir na casa dela as 18h.
Dinho se aproxima de Ana
Tatiele says:
*dai aparece um sábio de 96 anos chamado jp esse senhor que conhecia muito bem as mulheres mais que sempre magoava elas
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
kkkkkkkkk
não, ele não tão velho, ele é um olheiro, olheiro de modelos, que conhecia muito bem a mente das mulheres, era extremamente insensível, transava com as as modelos e as que diziam ter perfil pra isso, abusando de interesses e sonhos.
Dinho se aproxima de Ana, atraído pelo calor da sua presença, pelo calor de seu corpo, pelo seu cheiro, pelo seu rosto rosado. Tatiele surge empurra ele de novo, e diz sem olhar pra Dinho: ela não é pro seu bico rapazinho.
Tatiele says:
*haha
*eu so má
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
Pega Ana pelos braços e na saída encontra Jp, esbarram e machuca Ana com umas pastas que estava em mãos. Tatiele fica possessa e diz - olha por onde anda! - Ele pede desculpas, e observa as duas. Tatiele diz: não vai sair da frente? não posso esperar a vida inteira. - Jp diz:- bom, no mínimo devo me apresentar, sou Jp Guimarães, estou na cidade por um tempo curto, mas posso afirmar que foi o suficiente pra conhecer traços femininos que em oficio não encontro tão fácil - Tatiele diz: - e daí?! Escolheu tantas palavras, mas faltou-lhe escolha de movimentos, mova-se 1 metro e meio a esquerda ou sua visita aqui pode ser mais marcante como diz. - Jp diz: - Gosto disso, seu perfil é o que mais me agrada, vou ser objetivo então, sou olheiro de uma empresa famosa de modelos, não sou o melhor, mas sei que vc seria um sucesso, queria vc na minha equipe, estarei no Restaurante as 20h, espero que não tenha planos, pois posso fazer de vc rica. - (entregando o cartão) Tatiele diz: - rica? não estou passando fome, e não preciso dar voltinhas pra ganhar dinheiro, não quero meu cérebro se atrofiando enquanto desenvolvo anorexia e vejo as marcas dos meus dentes nas minhas bochechas, estarei lá as 20h pois é de meu hábito, espero não velo por lá.
Jp vai de encontro a Dinho, que esta na porta, desviando de Jp pra observar Ana, enquanto ela entra num carro preto luxuoso, se dirigindo ao condomínio. Se encontram, se abraçam, riem de algumas piadinhas da velha amizade acadêmica, entram e falam de negócios, mesclado a comentários de mulheres do tempo da Faculdade, tomando whisky importado enquanto Arthur organiza rápido os documentos do novo bar a ser aberto na próxima semana, ansioso pelo termino de expediente.
Tatiele says:
*chegando em casa Tatiele encontra sua irmã Taiane que acaba de chegar de Lisboa, onde Tatiele havia matriculado ela , dai Taiane começa a brincar de repente vc escuta os gritos
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
*eee...?
Tatiele says:
*taiane acaba de ser assassinada
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
*continua
Tatiele says:
*tatiele nao fica muito chocada, e manda Ana ir ao encontro de Jp, dai vem as suspeitas quem mataria Taiane ...
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
*kkkkkkkk
*foi vc oras, eu não matei ninguém no meu texto, ahahah
Tatiele says:
*poderia ser sua irmã para ficar com toda fortuna ,poderia ser um inimigo da família ,ou poderia ser o Dinhoo para se vingar de Tatele
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
não, o dinho não teria coragem
Tatiele says:
*ex que ocorre uma grande polemica
*sua mãe contrata um grande e famoso detetive cuja o nome e Sr.Smith
*continua ....
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
*Sr. Smith é um charlatão, fala mais que faz, é envolvido com assuntos macabros, e sua presença na cidade incomoda muita gente, Tatiele fica em casa pra cuidar do corpo da irmã, da policia, e de servir de informações o Sr. Smith, a mãe de Tatiele é muito distante, fez contato por telefone e a 2 anos não vê Tatiele. Ela não se da mto bem com o Sr. Smith, mas resolve atende-lo por não ter ctza se é por ele ou pela sua mãe que não se da bem com o perfil de Sr. Smith. Tatiele manda Ana ao restaurante pra comunicar Jp que não poder-a ir e manda Sophia ao jardim, para esperar Arthur

(continua...)

Tatiele says:
Ao chegar Sophia encontra Arthur que a trata muito bem, mas não deixam de pensar em Tatiele e em sua atitude que o surpreendeu fica meio estranho ao lado de Shopia mais se sente muitoo bem ao seu lado ,pois sua companhia o agrada muitoo,faz ele esquecer de seus problemas mais não de Tatiele e sua ameaça
¬ Đιιιиhσ ¬ says:
No jardim, enquanto Arthur conversava com Sophia, e pensava na Tatiele, ouviu barulhos estranhos vindo de algum canto do jardim, Sophia não escutou, pios estava encantada com a presença de Arthur, ambos continuam a conversa, Sophia tem uma das pernas substituída por uma prótese caríssima, e é sua maior vergonha, não antes, mas agora, por estar apaixonada por um homem extremamente perfeito, Sophia procura palavras pra tentar explicar, está se sentindo péssima por sentir dificuldades em ser honesta com ele, com medo de que ele se afaste dela por isso. Enquanto isso Tatiele e Sr. Smith passam frente a eles, Tatiele ri satisfeita a Sophia e cumprimenta Arthur, mas percebe-se andando sozinha, olhando pra trás vê Sr. Smith olhando o casal, fitava minuciosamente, enquanto mexia seus bigodes grisalhos e oleosos, mania tal que só surgia quando desconfiava de algo,
Tatiele says:
Então rapidamente Tatiele sai com o Sr.Smith de lá, Arthur fica a olhar para Tatiele com um olhar diferente um olhar de cobiça ,curiosidade. Então Ana chega e fala para Tatiele que o Jp marcou um outro encontro e que gostaria de ter sua presença neste novo encontro.
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
Mas no encontro com Jp, Dinho estava lá, na mesma mesa, Ana tenta ser rápida, mas Dinho pede que ela se sente, ela hesitou um pouco, mas sentou. Dinho sorri de forma constante, Ana tenta não prestar atenção nisso e informa o que aconteceu a Jp, que em sequência agradece o recado a Ana, e envia seus sentimentos a Tatiele, diz que estará de volta em uma semana, e remarca. Ao tentar se levantar Dinho segura sua mão, tenta dizer algo, hesitante diz que a presença dela dxa as coisas diferentes, Ana agradece e se levanta.
Tatiele says:
Mas Dinho nao desiste e vai atrás de Ana que parece fugir de Dinho.Mas Dinho segura seu braço e fala que nunca esqueceu dela e que seus sentimentos são verdadeiros e que gostaria de poder ver Ana novamente
¬ Đιιιиhσ ¬ says:
Ana se sente um pouco nervosa pela ousadinha de Dinho, e não percebe quando ele tenta beijá-la. Mas é bloqueado pelo olhar de Ana, confuso Dinho para, a alguns centímetros de sua boca, sente o cheiro suave de seus lábios, quase a perder o juízo escuta Ana dizer: preciso ir. e mesmo com ela saindo, ele ainda sente o cheiro delicioso da sua boca. Perdendo em devaneios percebe mãos em seus ombros, Jp ri e comenta: quem diria héin?!
Enquanto isso Sophia e Arthur conversam, enquanto observam Tatiele e Sr. Smith ao portão conversando de forma intrigante e tediosa.
Tatiele says:
Então Sr.Smith fala: vc acha que Sophia é realmente uma pessoa de confiança ?
Tatiele: sim caro Sr.Smith, ela nunca me deixou duvidadas de sua lealdade para com minha humilde pessoa. Diz Sr.Smith: ta bom, sei. já ouvi muitas historias assim e sempre no final as pessoas acabam sabendo quem realmente é a sua pessoa de confiança. E nunca são as que eles dizem.
Sr. Smith - Pois e tenha uma boa noite Tatiele.
Tatiele - Igualmente Sr.Smith espero amanha ter alguma pista .
Com isso Arthur e Sophia conversam por longas horas, ao perceber que Tatiele esta sozinha, despede de Sophia e vai ao encontra de Tatiele, que diz : como foi com Sophia vc tratou ela bem? e de vc se não fizer minha amiga feliz.
¬ ¬ Đιιιиhσ ¬ says:
*Arthur, como sempre pouco expressivo comenta que deve mto a Sophia, mas garante que não espera mais que isso da historia. Tatiele pergunta por quê?! Ele simplesmente diz que sempre foi uma pessoa sozinha, e não quer mudar muito as coisas. Tatiele então convida-o a entrar, ele recusa, ela insiste e ele acaba cedendo. Enquanto andam de volta a casa ele nota que Sophia ainda está no banco, Tatiele sabe que ela ainda está nervosa por causa do seu problema, e tenta não dxar Arthur envolvido com aquela situação, ao passar por ela diz: estaremos lá dentro tomando algo e conversando, não demora muito aí fora, já esta noite. Ela consente, e ambos entram, e ao passarem pelo hall ouvem um grito desesperado de Sophia, ambos correm de volta e ficam perplexos com o que estão vendo, de repente...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

“É uma delicia a sensação insana do devaneio”, foi esse o ultimo comentário do meu cliente, ele se diz tão parecido comigo, em tantas coisas, não sei o quanto ele é incoerente com esse comentário, mas as vezes soa engraçado, ele está sentado no divã, parece se divertir em ficar calado, achando que posso ler seus pensamentos, imagino que ele fique brincando de pensar o que quiser enquanto eu o observo, pra ser sincero, eu não queria estar aqui, daria muita coisa pra não precisar disso, quanto mais o acompanho, mais me torno parecido com ele, e lhe dou razão, não sou muito de ficar contando historias de meus clientes, mas se já falei tanto, acho que já perdi minha ética profissional, pro inferno com tudo então, irei desabafar, pois não é justo estar sempre na condição de perfeitamente lúcido enquanto loucos descarregam suas aventuras e estrapolações psicológicas, também tenho as minhas, e, se está mesmo me ouvindo, vai estar na condição de meu psicólogo:

Não vou falar de mim, não tenho vida, alias, tenho, mas não tão significante quanto a sua, se estou dizendo isso aqui, é porque realmente não tenho nada, e se você está lendo, também não deve ter muito, mas o suficiente pra ser melhor que eu por estar lendo, e não relatando. Você está no poder agora, poderá me classificar como sempre fiz, poderá definir meu caráter, se quer saber não me importo. Não falar de mim é dizer que estou sentado aqui, em uma poltrona de coro reclinada, agradavelmente gelada devido o ar, uma sensação estranha de fome, não me lembro se almocei hoje, ou a quanto tempo não como nada, meu cliente se mexeu, uma solicitação involuntária de querer atenção, se ele veio aqui pra ter minha agradável atenção enquanto ele espera por isso, veio no dia errado. Escolhi um canto escuro da sala, assim limita minha evidenciação de expressões, me agrado por não ser descoberto em caretas ou sorrisos nas mudanças inesperadas de alguns clientes, ou quando os trato com desdém, é ótimo vê-los desabafar e lembrar da minha ultima trepada, do ultimo cigarro, do ultimo baseado, do ultimo livro, da ultima conversa informal, do ultimo surto de ódio, ou amor. Hoje tudo isso são rabiscos breves em minha mente, principalmente hoje.
São algumas horas da tarde, não sei a quanto tempo estou aqui, procuro não marcar muitos horários, ou preocupar-me com eles, não recebo por tempo de atendimento, mas quanto menos por dia, melhor. Esse cliente é o meu melhor, ele costuma ter problemas muito fortes, se classificando como portador de esquizofrenia, dizendo que isso esteja tornando-o um pouco possessivo quanto algumas peculiaridades de sua vida, paranóico às vezes. Também se classifica portador da síndrome da Bi Polaridade de humor, essa auto classificação eu achei muito engraçada, a primeira tem muito a ver, mas essa segunda me tira risadas (mentais) toda vez que o escuto dizer, ele conta o quanto perdeu de si próprio dentro desses surtos, as vezes fala de amor próprio, de luxúria, projetos de vida, e mais algumas outras auto classificações variavelmente precisas em suas aplicações.
Hoje ele me contou sobre tantas coisas, é incrível como o quanto me envolvo com suas histórias, contou sobre ódio, sobre joguinhos psicológicos de coisas sérias, algo girando em torno de vidas e mordes, amores e ódios, soou engraçado, mas não o classifico como portador de tais práticas de idéias, acho-o louco, mas também tem seus limites, já tive outros clientes, muito superficiais, mas já tive, não sei a quanto tempo não tenho novos clientes, hoje só me lembro desse, enfim, dividi com ele uma brincadeira psicológica, enquanto ele falava, imaginava, confesso: me vi nervoso e tenso, sem falar da adrenalina. Tenho que parar de me envolver tanto.
Quero dizer algo que nunca disse, algo que sempre me assustei, hoje sou um psicólogo fracassado, já fui louco um dia, hoje controlo isso, já tive meus devaneios também, engraçado dizer que foram muito similares desse meu cliente, hoje sou muito diferente, mas ele é muito persistente em dizer o quanto somos parecidos, na faculdade de Psicologia aprendi que ninguém muda, deixamos dentro da gente nossas características boas e ruins, e utilizamos com mais vontade as que temos maior interesse, seja por vontade ou necessidade, talvez tenha tudo que fui um dia dentro de mim, estudei psicologia por uma curiosidade inconsciente de pelo menos me entender, não sei como me livrei dos meus surtos. No mundo talvez ele não consiga encontrar alguém tão familiarizado com seus problemas, também menos capaz de ajudá-lo.
Ter esse tipo de ocupação é esperar o fim, sem esposas, sem filhos, sem amigos assíduos, sem vínculos ou vícios pra pelo menos ter algum prazer por alguma coisa. Não quero dar a ele a solução disso e poder se tornar um vegetal como me tornei, talvez eu tivesse sito mais feliz no ritmo que eu ia, talvez ele se torne um homem feliz, tenho esperanças nele, não quero deixar esse mundo antes de ver meu hamster e suas evoluções.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A alguns dias ando me observando, recebi alta por uns tempos pra tomar um ar de corpo e espírito, vivo umas situações um pouco peculiares, confesso: é impossível não me melindrar com tais situações, mesmo que de forma incoerente de fatos. Mas enfim, em todo caso ando tendo uma noção maior de tais fatos, dos meus sentimentos, e passando a defini-los, alguns vem recebendo mudanças de definições, uma quebra constante de paradigmas, tenho evidenciado alguns diagnósticos sobre meu estado, considero-as um tanto superficial, não é medo de expressar aqui, por notar a baixa popularidade de leitores ando me sentindo cada vez mais a vontade em dizer o quanto sou fraco e incapaz de dominar-me, não tenho mais esses medos, não quero ser tachado como instável ou dramático, sei o quanto sou um pouco disse e de muitas outras coisas, mas quem não ama exagerar, quem não gosta de fantasiar, expressando aos exageros perco a credibilidade, ser tachado de dramático é melhor que insano, não sei onde quero chegar batendo papo sobre tais futilidades. Enfim, quero dizer o que ando achando sobre minhas variações psicológicas, em resumo é isso:
Sofro de paranóia, creio que seja uma variação de esquizofrenia, não me envergonho em dizer que se for, é hereditário, minha paranóia é considerada pro mim como esquizofrênica por diversos fatores, ela desfragmenta minha ordem de pensamentos, mudando drasticamente minhas emoções e comportamentos, sinto sintomas como: alteração dos pensamentos, embotamento emocional com perda de contato com a realidade, podendo me causar um disfuncionamento social crônico, me prejudicando em relações sociais como família, amigos e amores. Ela vem de forma explosiva, a principio germina uma idéia, vinda de evidencias que pra mim seriam perfeitamente provida de realidade, talvez fosse, mas nem toda evidencia leva aos fatos, acredito que uma boa evidencia também pode ser provada como apenas coincidência, a vida prega peças engraçadas, seria muito irônico da minha parte acreditar nisso e me considerar portador de tal gral patológico, mas enfim, após a germinação, da semente faço uma arvore, instantaneamente, fluindo pensamentos e encaixando possibilidades, juro que posso imaginar tal cena, isso desencadeia uma série de sentimentos, arrependimentos, angustias, tensão, e emoção, meu corpo acelera, minha adrenalina fica inominável, não me conheço muito nesse estado, por ser algo um tanto recente, mas sei que sou capaz de muito além do que em um estado normal realmente sou, portanto é algo que me desagrada. Bom, faço analises, busco informações de formas engraçadas, fico muito tempo pensando e remoendo idéias sem me manifestar, isso me causa um tormento emocional muito forte, fico evidentemente abalado, estressado, tenso, e fechado, ultimamente deixo as idéias irem enfraquecendo, tento não expressar nada disso, e as coisas em questão de alguns minutos vão se esvaindo, mas quando lembro de novo me sinto tenso, abalado, ou triste novamente, mas não com tanto ênfase, mas já me vi sendo alimentado aos poucos por idéias vagas, ou situações impertinentes se repetirem, e irem acumulando sentimentos fortíssimos, até ficar insuportáveis dentro de mim e não serem facilmente contidos, pra ser sincero gosto desses incidentes, aprendo muito com eles, meu maior defeito não são eles, é meu auto-controle. Penso sempre as piores possibilidades em tudo, não tenho confiança em muitas coisas, o mundo externo as vezes parece conspirar quanto aos meus interesses, uma força maior que minhas vontades parece agir assiduamente, a vida é ampla em oportunidades, disponibiliza bilhões de opções, temos diversas formas de sermos felizes, se tudo se foder posso tentar maneiras diferentes e foder tudo de forma diferente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

De volta pro divã, não sei o quanto me sinto a vontade sentado aqui, creio que não muito, a tempos eu não voltava aqui, hoje tive um relapso de pensamentos soltos, dois deles, um aberto e outro fechado, não sei qual me fez pior, talvez o fechado, pois comecei a sentir ímpetos de rancor, porem muito passageiros, hoje vim aqui pra depor algo peculiar do meu dia, muito peculiar, nunca tinha chegado a esse nível, talvez eu ache graça disso em um outro dia, porém hoje não me sinto bem nem de relatar isso, tenho o meu psicólogo onde eu quero, sentado na sua sombra do quarto, com as têmporas flexionadas, num sinal de stress, ou preocupação, ele se parece tanto comigo e eu não faço idéia do que ele esteja sentindo quanto a isso tudo, essa reunião não é de caráter emergencial, não era tão necessário estar deitado aqui, enfim, vou relatar supondo por horário os fatos, pois não tenho certeza da exatidão em horários, mas a cronologia é estável.

“Estava eu, mais ou menos 20h e alguns minutos sentindo uma vontade enorme de conversar com alguém, liguei e pedi pra quem estava lá dar recado da minha disponibilidade em falar com a mesma quando tal estivesse disponível, alguns minutos se passaram, me vi muito ansioso, andei freneticamente na faculdade, senti meu corpo estranho, minhas mãos esfriarem muito, uma vontade de dormir, um calor estranho, não sei se fiquei tonto, ou com preguiça de firmar minha vista, mas continuei andando, acho que isso ajude em descarregar a mente, pensei em bilhões de coisas, enquanto aguardava, não sei o quanto a ansiedade pode me machucar, as vezes sinto-a como envolto em minha alma, em forma de arame farpado, não sei como descrever isso, enfim, talvez umas 20h30 resolvo correr, lembrei de uma praça a uns 150mt da faculdade, corri, a vontade era correr o máximo de mim, mas essa vontade não foi eloqüente o suficiente pra dominar minha coerência, apenas corri, chegando lá olhei de novo pro meu celular, eram 20h35, tinha uns aparelhos de abdominais, peguei o mais íngreme e fiz quatro sessões de 15, já estava me sentindo melhor, resolvi voltar andando, eram 20h40 em média, umas 20h45 eu estava ligando de novo, resolvi ligar direto pra quem me interessava, confesso, minha mente entrou em turbilhão de emoções, foi um tanto estranho quanto incrível, mas me contive o suficiente pra me desculpar, despedir-me e desligar, andei mais um pouco pela faculdade, eu estava muito estranho, novamente meu corpo teve as características anteriormente citadas, procurei um lugar discreto pra tentar chorar pra ver se aliviava, não fiz o suficiente, continuei acelerado, fui numa torneira e me lavei praticamente do busto pra cima, aquilo teve um efeito interessante em mim, fui pra sala e fiquei muito grogue, olhando pro nada, não sabia distinguir o que estava sentindo, confesso porem, que estava pensando em absolutamente nada, minha mente não captava o ambiente, não captava vozes, não captava a sensação do meu corpo, muito menos a minha situação levemente constrangedora que eu me encontrava ao público, ouvi-me por algumas vezes, me perguntando o que era isso, o que eu estava de fato sentindo, o quão isso poderia ser normal, me perguntei se estou louco, e lembrei de uns comentários populares de que o louco nunca se considera louco, isso foi reconfortante, me vi recostar na cadeira, voltando a sentir meu corpo, relaxado e leve, notei meu cabelo muito molhado, mas lembrei-me de ter tomado cuidado de ter secado-o pra não chamar muita atenção, relaxei por isso também, prestei atenção nas pessoas ao meu redor, não ouvia nada mas achei engraçado o movimento de seus lábios, em expressões referentes a fala, imaginei que, pra um comentário acadêmico qualquer usava-se expressões simples e habituais, eu estava rodeado de pessoas normais e que talvez dividissem pensamentos e constrangimentos semelhantes, alguns até piores, mas não deixavam de ser normais, pensei nisso e logo após fiz um levantamento dos meus motivos pra tão circunstancia, achei tudo um pouco ridículo e resolvi devolver uma ligação um pouco mais natural, lógico, ressentida, pois me dominava um sentimento de culpa, pensei o quão egoísta é esse sentimento, porque por mais que você acabe se redimindo por um ato, você não deixa de pensar em você mesmo, pois o interesse maior é se sentir aliviado, reconfortado, ironicamente, reconfortando alguém, mas enfim, fi-lo e a sensação foi a esperada, mas não me senti tão reconfortado assim pois minha mente ainda brincava de pensar num desespero estranho, voltei pra sala após a ligação, peguei um mp3player e me senti muito melhor em ouvir músicas rápidas e pesadas, terapia estranha e nada original, de lá pra cá venho remoendo pensamentos soltos sobre as coisas, sobre algumas mudanças, sobre alguns sacrifícios, sobre pensar e deixar de pensar, sobre agir e no deixar de agir, sobre sentir e no deixar de sentir, pensei muito, não sei o quanto isso possa ter me ajudado ou não, não sei o quanto estou disposto a representar os fatos com minhas teorias, não sei o quanto sei sobre essas coisas”
“Nunca disse que eu seria perfeito”, clichê ridículo, mas é a realidade de tanta gente. Namoros complicados, mulheres impossíveis de agradar, tanta gente clama por no mínimo fidelidade, no mínimo compreensão, no mínimo que seu companheiro não a espanque, afinal, o que elas querem? Já fui tanto, pra tantas mulheres, não nego, já trai, já menti, já agredi, já mandei pro inferno um simples suspiro perto de mim, já desejei sair de perto pra não perder o controle, já perdi o controle, já fui no meu limite varias vezes, algumas vezes não me arrependi de minhas atitudes, enfim, hoje me considero muito diferente, seria ridículo dizer o quanto mudei e o quanto gostaria de ter pelo menos reconhecido meus esforços, tenho muitos defeitos ainda, não posso ser perfeito, mas não quero deixar de buscar isso, corrigir meus erros, por mais que seja superficial é algo muito necessário, nada disso me desagrada, é mais ridículo ainda dizer o quanto eu menosprezo a possibilidade de ser reconhecido por isso, por Deus, o que eu gostaria? Nunca estive tão feliz, mas não posso nem ao menos dizer isso, porque parece ser demagogia aos ouvidos alheios, não sei o quanto posso expor minhas idéias, meus pensamentos, meu passado me derruba, minhas atitudes anteriores me ridicularizam, me tiram os créditos, as mulheres são tão previsíveis, já fui muito amado por ser tão diferente de hoje, porque só conseguimos o que queremos quando fazemos exatamente como elas não querem? Não gosto de confissões ridículas sobre o quanto eu estou me dedicando, porque fica parecendo uma indireta do tipo: “eii, consegue me amar sem eu ser cachorro?”, acho que as coisas são diferentes agora, a recompensa vem na atitude reflexa, gosto de saber que estou sendo respeitado, isso me deixa feliz, tudo é tão diferente, complicado, as vezes inacessível, não sei o quanto posso ir entendendo, o quanto posso ir suprindo gosto e necessidades, não sei atalhos à felicidades alheias, não sei o quanto posso me fazer feliz, porque afinal, todo o meu egoísmo já se fora em se tratando disso, não quero mudar o meu eu verdadeiro, por mais que eu reconheça que a única coisa que eu realmente sabia fazer era não prestar, eu quero ter minha astucia, minha audácia, minha perspicácia e malicia, mesmo que seja redirecionado a uma única só mulher, não quero me vender aos sentimentos alheios, reconheço que posso mudar muito ainda, que posso ser muito melhor, que ainda estou muito aquém do que posso ser, não estou pedindo nada em troca, nem estou testando meus limites, não sei o quão seria ridículo esse depoimento, mas o que eu quero em troca é simplesmente conseguir fazer alguém feliz, ter minha vida valorizada, de preferência em vida, quero significar algo, não quero esperar minha ida pra ser lembrado, não quero sentimentos fúteis nem promíscuos por mim, quero algo puro, de melhor amigo, de melhor namorado, não quero ser desejado de forma quente, muito menos satisfazer carências voláteis, quero ter um significado permanente, quero ser o sinônimo de esforço por amor, de esforço por gratidão e carinho, quero um amor eloqüente, quero prolongar todo esse sentimento ao máximo de tempo da minha vida.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

De volta ao divã, o outro eu, mais cansado, e mais habituado com o anonimato de uma sombra no quarto, se ajeita na cadeira, faz um gesto também muito habitual para que eu me recoste, está cada vez mais confortável isso aqui, ele comenta que estou inquieto, cabeça baixa, e comenta algo que eu não tinha notado, nas minhas crises de insegurança mordo o canto dos lábios, achei isso tão desnecessário, me pego algumas vezes fazendo isso, o que me fez perceber que estou cada vez mais inseguro, não percebi matando meu amor próprio, nem me vi ocupando todo esse espaço com o mesmo sentimento mais agora, de fato, alheio, tenho um problema que seria a minha solução se fosse aplicado de uma forma mais distribuída, não posso estar preparado pra tudo, ainda mais surpresas, me surpreendi, incrível como não posso esperar de mim mesmo a coerência e consciência. De repente sinto uma mão quente sobre meu braço, o reflexo dos óculos me fez pensar a quanto tempo ele estava ali, ele percebe minha aflição e simplesmente sorri, amigavelmente, ele também deve ter seus problemas, suas dúvidas, uma consciência cruel e implacável, família, amores, ele pode ter ate mais problemas que eu, mais se privou disso pra ter os meus, pra sentir os meus, esse método de dividir problemas me ajuda, mais também queria ouvir, saber quem sabe da vida dele, ou ouvir que não tenho mais recursos, e que posso me livrar disso definitivamente e adotar minha peculiar anomalia psíquica, quem sabe seja mesmo isso, dizem que acima da psicologia está a religião, a espiritualidade, não sei bem como anda minha relação espiritual, nem se tenho divida com alguém pra colocar sua bondosa mão na minha mente e desgraçar minha estabilidade emocional e minhas estruturas, mais creio que não, nunca perdi alguém próximo a mim, muito menos fiz algum mal a alguém que já foi, e graças a Deus nunca tomei ninguém de alguém que já não esteja entre nos, chega a ser cômico isso, típico de um filme como “espíritos”, mais acho tudo isso muita hipocrisia, psicologia e religião é um só, inventaram tudo isso pra uma situação de consciência a mais, deixar de fazer as coisas pela fé, e viver em um padrão bom pela fé, que se faz errado te pesa a consciência, a consciência é onde?! Mente, psicologia é espírito, e meu estado espiritual e/ou meu estado psicológico está na mais instável condição que já senti. Quando percebi tinha dito tudo isso, em voz alta, pensamento esse, alto por sinal, tirou algumas risadas descontraídas do meu velho amigo, então digo ‘tenho um segredo pra te contar...’, ele assente, com um sorriso largo, balançando confortavelmente em sua poltrona com as mãos apoiadas no braço da mesma, apertando distraidamente as extremidades do velho couro amarronzado e gasto, ele não pergunta sobre o que, ou porque não conto agora, me sinto bem por estar me abrindo com alguém que tem paciência comigo, que um dia já me achou o mais previsível possível, mais não contava com o quanto minha mente podia causar-lhe surpresas, não me sinto tão comum, queria poder ser, com defeitos e qualidades habituais, tenho defeitos e qualidades que já não suporto! Me sento, coço a nunca em um breve sinal de descontração e devolvo o sorriso, quitando um débito fútil, não sei o que seria sem “mim”.

sábado, 5 de julho de 2008

De repente me vejo sentado de novo de novo, massageando as têmporas, um receio infantil, a tempos não voltava, meu amigo, não sei bem se é de fato meu amigo, não me lembro de ter que pagar por ter que me abrir com ele, ou se isso realmente é um consultório, ele está mais velho, talvez cansado de ter que voltar a ficar ali, sentado, com os dedos entrelaçados e olhando pela sombra do rosto e os olhos na ponta do nariz, irregulares, inúteis, saudades de quando me sentia livre em ser louco, em não ter que precisar ta ali, sentado naquele divã de couro frio e cruel, me senti na guilhotina, meu intimo meu carrasco, não queria falar, minha respiração estava ofegante, voltei a massagear as têmporas, senti meu coração acelerar, meu corpo fica mais quente, meus pensamentos voltam a me incomodar, me machucam, não sinto mais minha respiração quente sob o nariz, e nem percebo que minhas sobrancelhas estão já dilaceradas, nem percebo que minha mandíbula se movimenta freneticamente, escuto um cerrar de dentes perturbador, sinto uma mão firme nos meus ombros, um olhar furioso sobre os meus, ou seria pena? me vejo contorcendo sobre um tecido frio, uma forte agulhada na mente, como se fios finos e rijos apertassem totalmente meu cérebro, e meus olhos não estivessem mais tão fixos e simétricos um ao outro, de repente sinto uma saudade enorme de respirar, a quanto tempo não fazia isso? Não me contenho e mato essa saudade tão peculiar, uma sensação de satisfação foi substituída por uma dor aguda, nunca imaginei que sentiria exatamente onde meu pulmão se localizava no meu corpo, ficou marcada por muito tempo pela marca das minhas unhas apertando sobre a pele, muito menos imagina o quanto o oxigênio poderia entrar tão cortante assim, respirar era um desafio, a dor se dissipava, meu coração voltou a se encaixar no seu lugar, minhas veias se dilataram, escutava um zumbido constante, me vi deitado de barriga pra baixo, uma saliva seca começou a me incomodar no canto da minha boca, me vi ridículo, meu “amigo” agora estava de pé, com uma das mãos levada ao queixo com os braços semi-cruzados, um olhar preocupado, a tempos não conseguia olha-lo nos olhos, o reflexo da luz sobre mim ofuscava a transparência da sua lente, me senti muito sozinho, lagrimas quentes percorreram meu rosto, mais não me senti triste, muito menos tinha sentido vontade de chorar, nem me senti aliviado por ta fazendo isso.

Já deitado, com as pernas cruzadas, e as mãos soltas ao lado do meu corpo, tentei fazer desenhos com detalhes no teto, não queria falar, falar me levava a pensamentos, e meus pensamentos me crucificavam, sabia que faltava em mim segurança de mim mesmo, auto-consciência, malicia em viver, tava sendo tão cruel comigo mesmo, guardando tanta coisa, sentimentos e ações contidas, um acumulo infinito de tudo isso... não to preparado em relatar o que sinto, não quero ser julgado agora pelo meu “amigo”, agora não, quero ficar quieto, as vezes pensando superficialmente em o que fazer, ainda não perdi a razão, e muito menos a vontade de resolver isso sem precisar ser do modo mais fácil, se tiver que ficar pior, quero ver até onde pode ficar.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

a tanto tempo sem vir aqui, senti uma vontade enorme em dizer o que aconteceu desde então, momentos que vivi, sem todos os detalhes, porque isso merecia sim um livro, e não pequenos desabafos soltos em expressões superficiais e objetivas. Vou contar uma breve historia, por mais que se estenda, considere-a pobre de informações, porque o que vivi é, de fato, extremamente inexpressível.



a 2 anos, conheci uma pessoa, por uma brincadeira de internet, ela e um amigo conversando e eu atrás na webcam fazendo todas as caretas possíveis, trocamos email e nos tornamos colegas eventuais, era divertido conversar sobre coisas fúteis, começamos com as aventuras dela, ela mostrando fotos em lugares que eu nem conhecia, dizendo ser bom pra sair e conversar com alguns gatinhos, achava engraçado ouvir isso de uma menina atrevida de 12 anos, e eu 9 anos mais velho acostumado com tudo, menos com isso. com o tempo ela viveu momentos mais complexos, relacionamentos e dificuldades comuns a qualquer mulher, passei a colher com mais freqüência seus problemas e tinha liberdade em dar conselhos, péssimos por sinal, mais sempre ouvidos e respeitados, isso me fazia bem, é extremamente desconfortante quando a gente percebe fazendo alguma diferença na vida de alguem. com o tempo tive liberdade em discutir meu lado mais intimo, falando de meus problemas pessoais, meus maiores pecados e segredos, por nao conhecer ela pessoalmente me sentia bem em relatar e dissipar tudo esse peso na mente, me fazia bem, houveram mudanças nas vidas dos dois, passei por fases que por fim identifico-as como idênticas e vazias, ela passou também por suas situações, considero-as mais difíceis do que as minhas, e valorizo-a por ter sido tão forte e madura pra enfrenta-los, adquiri uma admiração absoluta quanto a ela, criei um respeito ao extremo, observa-la viver era uma prova de força e vontade de se reerguer, acumulei problemas e futilidades que graças a ela e uma outra amizade eu consegui me livrar, e me senti feliz sozinho, valorizando a minha amizade com ela, com o tempo ela também optou em ser feliz assim, aconteceram coisas engraçadas, tipo, eu ia na cidade dela muito raramente, e quando ia nos viamos muito pouco, era interessante a forma que eu a via, sem interesse e malicia, por mais que brincasse com tudo isso, eu realmente a via como algo inviolável, era uma afeição à amizade enorme, não me via feliz sem ela, sem essa amizade, e deseja-la estava longe de ser algo almejado por mim, não queria trocar o que mais me fazia feliz, nao era interessante poluir muito com tão pouco, enfim, acabamos nos encontrando no aniversário de um amigo nosso, ela tava linda, feliz, sorridente, e me fazia tão bem ta do lado dela, me admirei sentindo isso, em um momento de brincadeira, por causa de um "vale maça" e uma foto 3x4 ridícula na minha carteira, por tentar tomar isso dela, fui surpreendido desejando seus lábios, e nao pude evitar meu desejo, muito menos esquecer o gosto que ele tinha. passaram-se algumas semanas, eu continuei "vivendo" e tentando nao ter a amizade abalada por aquilo tudo, conversávamos com a mesma freqüência, e decidido em nao ter novamente essa aproximação, resistir a isso era um desafio enorme pra mim, brincamos algumas vezes de "quer namorar comigo?" pela internet, trocamos status de orkut, no que por motivos peculiares durou menos de 24h, agi como solteiro por ter considerado tudo uma grande brincadeira, e me senti culpado pela primeira vez na minha vida, ouvindo a voz constrangida dela em me ver contar o que fiz, depois de ter sido tratado em publico como namorado diante amigas dela, e ouvir a respiração ofegante em faze-la ir pra sua casa depois de ta com as amigas pra que eu possa conversar com ela, me senti culpado ainda por ter tido coragem de perguntar: "vc vai alterar o status do orkut pra solteira de novo?", senti pela primeira vez o verdadeiro sentimento de perca, me preocupava com a amizade, com o que eu tinha feito, vi de fato que tive um namoro, brincando ou não, percebi que por momentos teve uma importância na sua vida, importância tal que repercutiu na minha.

dia seguinte convido-a pra sair comigo, ela aceitou, queria tirar esse sentimento estranho que eu tava sentindo, e sair com ela e tentar ser um bom amigo e nao ceder as vontades de ter sua boca de novo era objetivo maior, cedi, tentei beija-la, fui negado, perguntei o motivo, nao me lembro bem as palavras, mais interpretei algo tipo: não quero ser uma dessas pra vc, um beijo pra vc não significa nada. Metáforas forma deferidas, psicologias reversas foram aplicadas, pedidos de namoro informais suspiravam em argumentos, prioridades eram revistas, um desafio foi lançado, lábios quentes se encontraram, um pedido oficial de namoro foi sussurrado... 7 de março de 2008, uma sexta feira pesada e tensa, em uma praça de Leopoldo de Bulhões, senti todo um peso sendo tirado de mim, era uma nova sexta feira, confusa e graciosa, nascia ali um novo 7 de março em minha vida.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Meio perdido, andando entre tantas portas entreabertas mais sem algum interesse especifico por alguma delas vi um ambiente estranho, cores fortes e pesadas próximas à uma porta encostada, me senti diferente, vi minha pele tonificar de acordo com o ambiente, senti sede, somente sede, perdi muitas das minhas anteriores necessidades. Não me vi passar por essa porta, dentro era amplo, parecia infinito, as paredes vinham marcando detalhes sobre muitos fatos, tudo em tons diferentes, já tinha visto tudo aquilo antes mais em outras condições, parecia mais real agora, parecia ter mais impacto, detalhes esses as vezes esculpidos, as vezes retratado, mais era muito nítido, realmente me lembrava de muita coisa ali, queria muito poder pintar exatamente como via em todos os lugares antes dessa porta. Me vi andando, me vi tocando no que nem tinha pensado se deveria, me vi mudando os detalhes com um olhar, eu não era tão diferente do local no momento, quando entrei me senti estranho, agora já me sinto daqui, curioso por ver o quão eram idênticos os detalhes expostos no ambiente aos de fora que me perguntei se poderia influenciar os de fora modificando os de dentro, não sou artista, isso não são artes, mais parecem com engrenagens, mais tem formas e cores, então seriam maquinários artísticos?! Engrenagens no sentido expressivo talvez, porque não tem nenhuma peculiaridade física que define isso como tal. Lá fora, nas cores comuns, procurei um meio de ver todos esses detalhes sendo acabados de formas tão complexas, agora tudo parece tão nítido, tão fácil de ser concluído, não consigo expressar que detalhes são esses, não posso atribuir qualquer adjetivo, não quero desvalorizar ou dar valor demais ao que vejo, toquei sem pensar em tocar e fiz muitas coisas tomarem formas surpreendentes, achei que tinha controle, vi tudo mudar em minhas mãos de acordo com tudo ao meu redor, parecia tomar formas perfeitas, entre meus dedos corriam formatos e cores fortes, seria isso um vermelho? Não quero que seja vermelho, de repente estou nos limites do ambiente, do outro lado vejo tudo por um vidro, parece que quanto mais movimento os detalhes daqui de dentro as lá de fora vão tomando formas também diferentes, isso é tão envolvente, aqui tudo pode ser resolvido, tudo tão ilimitado, não quer sair daqui, pelo vidro a fora parece ser tudo tão complexo. Estranho, não tinha percebido, o vidro esta ficando escuro, embaçado, não consigo ver muito bem do outro lado, vejo uma porta e me pego saindo por ela, meus olhos se perdem num claro imenso, o chão se move e me vejo de joelhos, com as mãos apoiadas, de olhos fechados, meu corpo lateja, sinto meu corpo suar sem suor algum, sinto vontade de chorar mais não tenho lagrimas, sinto uma sede diferente agora, sinto falta de algo mais não sei o que, consigo entre abrir os olhos, possuo uma visão muito limitada do ambiente que estou agora, me pergunto se é o lugar por onde eu entrei, não vejo detalhe algum aqui, pelo vidro tinha tantas coisas, me levanto, procuro extremidades mais não vejo nada, por traz de mim o vidro e a porta agora fechada, quero voltar mais não consigo, mal consigo me aproximar do vidro, vidro frio, porta sem maçaneta, mundo sem cores, não consigo ver meu reflexo no vidro e não sei dizer se estou de roupa ou não, isso por um momento chega a ser inebriante, o vidro muda de cor, tudo por traz dele fica cristalino, tudo tão nítido, sensação maravilhosa que estou sentindo, felicidade estranha...

(continua)

Depoimento de um esquizofrênico: Auto-penitências

Há meses preso nesse ciclo, talvez não merecia tanta confiança dada pelo meu especialista... não consigo lidar com a pressão dessa vida, co...