De volta ao divã, o outro eu, mais cansado, e mais habituado com o anonimato de uma sombra no quarto, se ajeita na cadeira, faz um gesto também muito habitual para que eu me recoste, está cada vez mais confortável isso aqui, ele comenta que estou inquieto, cabeça baixa, e comenta algo que eu não tinha notado, nas minhas crises de insegurança mordo o canto dos lábios, achei isso tão desnecessário, me pego algumas vezes fazendo isso, o que me fez perceber que estou cada vez mais inseguro, não percebi matando meu amor próprio, nem me vi ocupando todo esse espaço com o mesmo sentimento mais agora, de fato, alheio, tenho um problema que seria a minha solução se fosse aplicado de uma forma mais distribuída, não posso estar preparado pra tudo, ainda mais surpresas, me surpreendi, incrível como não posso esperar de mim mesmo a coerência e consciência. De repente sinto uma mão quente sobre meu braço, o reflexo dos óculos me fez pensar a quanto tempo ele estava ali, ele percebe minha aflição e simplesmente sorri, amigavelmente, ele também deve ter seus problemas, suas dúvidas, uma consciência cruel e implacável, família, amores, ele pode ter ate mais problemas que eu, mais se privou disso pra ter os meus, pra sentir os meus, esse método de dividir problemas me ajuda, mais também queria ouvir, saber quem sabe da vida dele, ou ouvir que não tenho mais recursos, e que posso me livrar disso definitivamente e adotar minha peculiar anomalia psíquica, quem sabe seja mesmo isso, dizem que acima da psicologia está a religião, a espiritualidade, não sei bem como anda minha relação espiritual, nem se tenho divida com alguém pra colocar sua bondosa mão na minha mente e desgraçar minha estabilidade emocional e minhas estruturas, mais creio que não, nunca perdi alguém próximo a mim, muito menos fiz algum mal a alguém que já foi, e graças a Deus nunca tomei ninguém de alguém que já não esteja entre nos, chega a ser cômico isso, típico de um filme como “espíritos”, mais acho tudo isso muita hipocrisia, psicologia e religião é um só, inventaram tudo isso pra uma situação de consciência a mais, deixar de fazer as coisas pela fé, e viver em um padrão bom pela fé, que se faz errado te pesa a consciência, a consciência é onde?! Mente, psicologia é espírito, e meu estado espiritual e/ou meu estado psicológico está na mais instável condição que já senti. Quando percebi tinha dito tudo isso, em voz alta, pensamento esse, alto por sinal, tirou algumas risadas descontraídas do meu velho amigo, então digo ‘tenho um segredo pra te contar...’, ele assente, com um sorriso largo, balançando confortavelmente em sua poltrona com as mãos apoiadas no braço da mesma, apertando distraidamente as extremidades do velho couro amarronzado e gasto, ele não pergunta sobre o que, ou porque não conto agora, me sinto bem por estar me abrindo com alguém que tem paciência comigo, que um dia já me achou o mais previsível possível, mais não contava com o quanto minha mente podia causar-lhe surpresas, não me sinto tão comum, queria poder ser, com defeitos e qualidades habituais, tenho defeitos e qualidades que já não suporto! Me sento, coço a nunca em um breve sinal de descontração e devolvo o sorriso, quitando um débito fútil, não sei o que seria sem “mim”.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
De repente me vejo sentado de novo de novo, massageando as têmporas, um receio infantil, a tempos não voltava, meu amigo, não sei bem se é de fato meu amigo, não me lembro de ter que pagar por ter que me abrir com ele, ou se isso realmente é um consultório, ele está mais velho, talvez cansado de ter que voltar a ficar ali, sentado, com os dedos entrelaçados e olhando pela sombra do rosto e os olhos na ponta do nariz, irregulares, inúteis, saudades de quando me sentia livre em ser louco, em não ter que precisar ta ali, sentado naquele divã de couro frio e cruel, me senti na guilhotina, meu intimo meu carrasco, não queria falar, minha respiração estava ofegante, voltei a massagear as têmporas, senti meu coração acelerar, meu corpo fica mais quente, meus pensamentos voltam a me incomodar, me machucam, não sinto mais minha respiração quente sob o nariz, e nem percebo que minhas sobrancelhas estão já dilaceradas, nem percebo que minha mandíbula se movimenta freneticamente, escuto um cerrar de dentes perturbador, sinto uma mão firme nos meus ombros, um olhar furioso sobre os meus, ou seria pena? me vejo contorcendo sobre um tecido frio, uma forte agulhada na mente, como se fios finos e rijos apertassem totalmente meu cérebro, e meus olhos não estivessem mais tão fixos e simétricos um ao outro, de repente sinto uma saudade enorme de respirar, a quanto tempo não fazia isso? Não me contenho e mato essa saudade tão peculiar, uma sensação de satisfação foi substituída por uma dor aguda, nunca imaginei que sentiria exatamente onde meu pulmão se localizava no meu corpo, ficou marcada por muito tempo pela marca das minhas unhas apertando sobre a pele, muito menos imagina o quanto o oxigênio poderia entrar tão cortante assim, respirar era um desafio, a dor se dissipava, meu coração voltou a se encaixar no seu lugar, minhas veias se dilataram, escutava um zumbido constante, me vi deitado de barriga pra baixo, uma saliva seca começou a me incomodar no canto da minha boca, me vi ridículo, meu “amigo” agora estava de pé, com uma das mãos levada ao queixo com os braços semi-cruzados, um olhar preocupado, a tempos não conseguia olha-lo nos olhos, o reflexo da luz sobre mim ofuscava a transparência da sua lente, me senti muito sozinho, lagrimas quentes percorreram meu rosto, mais não me senti triste, muito menos tinha sentido vontade de chorar, nem me senti aliviado por ta fazendo isso.
Já deitado, com as pernas cruzadas, e as mãos soltas ao lado do meu corpo, tentei fazer desenhos com detalhes no teto, não queria falar, falar me levava a pensamentos, e meus pensamentos me crucificavam, sabia que faltava em mim segurança de mim mesmo, auto-consciência, malicia em viver, tava sendo tão cruel comigo mesmo, guardando tanta coisa, sentimentos e ações contidas, um acumulo infinito de tudo isso... não to preparado em relatar o que sinto, não quero ser julgado agora pelo meu “amigo”, agora não, quero ficar quieto, as vezes pensando superficialmente em o que fazer, ainda não perdi a razão, e muito menos a vontade de resolver isso sem precisar ser do modo mais fácil, se tiver que ficar pior, quero ver até onde pode ficar.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
a tanto tempo sem vir aqui, senti uma vontade enorme em dizer o que aconteceu desde então, momentos que vivi, sem todos os detalhes, porque isso merecia sim um livro, e não pequenos desabafos soltos em expressões superficiais e objetivas. Vou contar uma breve historia, por mais que se estenda, considere-a pobre de informações, porque o que vivi é, de fato, extremamente inexpressível.
a 2 anos, conheci uma pessoa, por uma brincadeira de internet, ela e um amigo conversando e eu atrás na webcam fazendo todas as caretas possíveis, trocamos email e nos tornamos colegas eventuais, era divertido conversar sobre coisas fúteis, começamos com as aventuras dela, ela mostrando fotos em lugares que eu nem conhecia, dizendo ser bom pra sair e conversar com alguns gatinhos, achava engraçado ouvir isso de uma menina atrevida de 12 anos, e eu 9 anos mais velho acostumado com tudo, menos com isso. com o tempo ela viveu momentos mais complexos, relacionamentos e dificuldades comuns a qualquer mulher, passei a colher com mais freqüência seus problemas e tinha liberdade em dar conselhos, péssimos por sinal, mais sempre ouvidos e respeitados, isso me fazia bem, é extremamente desconfortante quando a gente percebe fazendo alguma diferença na vida de alguem. com o tempo tive liberdade em discutir meu lado mais intimo, falando de meus problemas pessoais, meus maiores pecados e segredos, por nao conhecer ela pessoalmente me sentia bem em relatar e dissipar tudo esse peso na mente, me fazia bem, houveram mudanças nas vidas dos dois, passei por fases que por fim identifico-as como idênticas e vazias, ela passou também por suas situações, considero-as mais difíceis do que as minhas, e valorizo-a por ter sido tão forte e madura pra enfrenta-los, adquiri uma admiração absoluta quanto a ela, criei um respeito ao extremo, observa-la viver era uma prova de força e vontade de se reerguer, acumulei problemas e futilidades que graças a ela e uma outra amizade eu consegui me livrar, e me senti feliz sozinho, valorizando a minha amizade com ela, com o tempo ela também optou em ser feliz assim, aconteceram coisas engraçadas, tipo, eu ia na cidade dela muito raramente, e quando ia nos viamos muito pouco, era interessante a forma que eu a via, sem interesse e malicia, por mais que brincasse com tudo isso, eu realmente a via como algo inviolável, era uma afeição à amizade enorme, não me via feliz sem ela, sem essa amizade, e deseja-la estava longe de ser algo almejado por mim, não queria trocar o que mais me fazia feliz, nao era interessante poluir muito com tão pouco, enfim, acabamos nos encontrando no aniversário de um amigo nosso, ela tava linda, feliz, sorridente, e me fazia tão bem ta do lado dela, me admirei sentindo isso, em um momento de brincadeira, por causa de um "vale maça" e uma foto 3x4 ridícula na minha carteira, por tentar tomar isso dela, fui surpreendido desejando seus lábios, e nao pude evitar meu desejo, muito menos esquecer o gosto que ele tinha. passaram-se algumas semanas, eu continuei "vivendo" e tentando nao ter a amizade abalada por aquilo tudo, conversávamos com a mesma freqüência, e decidido em nao ter novamente essa aproximação, resistir a isso era um desafio enorme pra mim, brincamos algumas vezes de "quer namorar comigo?" pela internet, trocamos status de orkut, no que por motivos peculiares durou menos de 24h, agi como solteiro por ter considerado tudo uma grande brincadeira, e me senti culpado pela primeira vez na minha vida, ouvindo a voz constrangida dela em me ver contar o que fiz, depois de ter sido tratado em publico como namorado diante amigas dela, e ouvir a respiração ofegante em faze-la ir pra sua casa depois de ta com as amigas pra que eu possa conversar com ela, me senti culpado ainda por ter tido coragem de perguntar: "vc vai alterar o status do orkut pra solteira de novo?", senti pela primeira vez o verdadeiro sentimento de perca, me preocupava com a amizade, com o que eu tinha feito, vi de fato que tive um namoro, brincando ou não, percebi que por momentos teve uma importância na sua vida, importância tal que repercutiu na minha.
dia seguinte convido-a pra sair comigo, ela aceitou, queria tirar esse sentimento estranho que eu tava sentindo, e sair com ela e tentar ser um bom amigo e nao ceder as vontades de ter sua boca de novo era objetivo maior, cedi, tentei beija-la, fui negado, perguntei o motivo, nao me lembro bem as palavras, mais interpretei algo tipo: não quero ser uma dessas pra vc, um beijo pra vc não significa nada. Metáforas forma deferidas, psicologias reversas foram aplicadas, pedidos de namoro informais suspiravam em argumentos, prioridades eram revistas, um desafio foi lançado, lábios quentes se encontraram, um pedido oficial de namoro foi sussurrado... 7 de março de 2008, uma sexta feira pesada e tensa, em uma praça de Leopoldo de Bulhões, senti todo um peso sendo tirado de mim, era uma nova sexta feira, confusa e graciosa, nascia ali um novo 7 de março em minha vida.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Meio perdido, andando entre tantas portas entreabertas mais sem algum interesse especifico por alguma delas vi um ambiente estranho, cores fortes e pesadas próximas à uma porta encostada, me senti diferente, vi minha pele tonificar de acordo com o ambiente, senti sede, somente sede, perdi muitas das minhas anteriores necessidades. Não me vi passar por essa porta, dentro era amplo, parecia infinito, as paredes vinham marcando detalhes sobre muitos fatos, tudo em tons diferentes, já tinha visto tudo aquilo antes mais em outras condições, parecia mais real agora, parecia ter mais impacto, detalhes esses as vezes esculpidos, as vezes retratado, mais era muito nítido, realmente me lembrava de muita coisa ali, queria muito poder pintar exatamente como via em todos os lugares antes dessa porta. Me vi andando, me vi tocando no que nem tinha pensado se deveria, me vi mudando os detalhes com um olhar, eu não era tão diferente do local no momento, quando entrei me senti estranho, agora já me sinto daqui, curioso por ver o quão eram idênticos os detalhes expostos no ambiente aos de fora que me perguntei se poderia influenciar os de fora modificando os de dentro, não sou artista, isso não são artes, mais parecem com engrenagens, mais tem formas e cores, então seriam maquinários artísticos?! Engrenagens no sentido expressivo talvez, porque não tem nenhuma peculiaridade física que define isso como tal. Lá fora, nas cores comuns, procurei um meio de ver todos esses detalhes sendo acabados de formas tão complexas, agora tudo parece tão nítido, tão fácil de ser concluído, não consigo expressar que detalhes são esses, não posso atribuir qualquer adjetivo, não quero desvalorizar ou dar valor demais ao que vejo, toquei sem pensar em tocar e fiz muitas coisas tomarem formas surpreendentes, achei que tinha controle, vi tudo mudar em minhas mãos de acordo com tudo ao meu redor, parecia tomar formas perfeitas, entre meus dedos corriam formatos e cores fortes, seria isso um vermelho? Não quero que seja vermelho, de repente estou nos limites do ambiente, do outro lado vejo tudo por um vidro, parece que quanto mais movimento os detalhes daqui de dentro as lá de fora vão tomando formas também diferentes, isso é tão envolvente, aqui tudo pode ser resolvido, tudo tão ilimitado, não quer sair daqui, pelo vidro a fora parece ser tudo tão complexo. Estranho, não tinha percebido, o vidro esta ficando escuro, embaçado, não consigo ver muito bem do outro lado, vejo uma porta e me pego saindo por ela, meus olhos se perdem num claro imenso, o chão se move e me vejo de joelhos, com as mãos apoiadas, de olhos fechados, meu corpo lateja, sinto meu corpo suar sem suor algum, sinto vontade de chorar mais não tenho lagrimas, sinto uma sede diferente agora, sinto falta de algo mais não sei o que, consigo entre abrir os olhos, possuo uma visão muito limitada do ambiente que estou agora, me pergunto se é o lugar por onde eu entrei, não vejo detalhe algum aqui, pelo vidro tinha tantas coisas, me levanto, procuro extremidades mais não vejo nada, por traz de mim o vidro e a porta agora fechada, quero voltar mais não consigo, mal consigo me aproximar do vidro, vidro frio, porta sem maçaneta, mundo sem cores, não consigo ver meu reflexo no vidro e não sei dizer se estou de roupa ou não, isso por um momento chega a ser inebriante, o vidro muda de cor, tudo por traz dele fica cristalino, tudo tão nítido, sensação maravilhosa que estou sentindo, felicidade estranha...
domingo, 17 de fevereiro de 2008
-Não tenho muito o que falar, também muito pouco refleti esses últimos dias, me sinto evoluído, novas experiências tomam conta dos velhos pensamentos, obsoletíssimos por sinal, notei o quanto estou me distanciando do que muitos procuram ficar o mais próximo possível, tudo parece ser tão mais fútil do que quando eu já achava que era e mesmo assim me envolvia, ando priorizando coisas tão simples, que por incrível que pareça eram coisas altamente irrelevantes pra mim, mudanças tão radicais assim parecem ser a mais pura contradição de personalidades, não consigo manter um padrão estável, essa tal instabilidade enche minha mente de anomalias, quando escrevo isso meus pensamentos se aglomeram, tumultuam, querendo falar, um mais alto do que o outro, parece que sou tão ansioso em expor pensamentos que isso me reprime, fico alheio a esse canal expressivo com tantas informações retidas, não sei o quanto isso seria interessante a ser discutido aqui, mais são tantas coisas que gostaria de escrever por escrever, as vezes me sinto vaidoso ao escrever aqui, hipocrisia doentia essa minha, se escrevo de mim mesmo, deveria ser mais honesto e aberto, escrever somente o que supostamente vai agradar alguém é mesquinho, não quero agradar, as vezes sinto isso aqui como uma válvula de escape, isso aqui não precisa ter estética ou coerência, é uma auto avaliação de meu psicológico, estou desviando do meu objetivo, e criando uma mascara ridícula do que deveria ser carne crua, tem que ser feio mesmo, tem que ser hostil, porque se não for, não vejo motivos de continuar expressando, se quem estiver lendo agora estiver esperando algo produtivo a ser escrito aqui, sinto muito, minhas intenções é de agora pra frente ser o mais desinteressante possível!
Vou aos primórdios desse blog, a origem deve ser mantida, o “kernel” do meu sistema inicial é o esclarecimento de todas as minhas peculiaridades psicológicas! Portanto vou ser mais especifico:
- auto analise de personagem (paciente)
‘Bom, ultimamente passei a observar um pouco mais, por meio de comparação, as minhas peculiaridades psicológicas, especificamente meus lados de emoções e sentimentos, observei muito, usufruindo banco de dados colhidos por meio de observações de determinados perfis psicológicos, e creio que meu diagnostico pessoal (do personagem paciente) seja mais ou menos assim:
‘notei-me ansioso, não tenho facilidade em manter controle de meus sentimentos e emoções, sou muito impulsivo e desconhecedor dos meus limites em muitos pontos e circunstancias, não me acho tão acima da media, mais o suficiente pra não me caracterizar como “normal” diante ao que se tem no “acervo” mundial de perfis psicológicos, por parte sinto orgulho desse meu defeito, não ser normal seria ser especial, especial por mais humilhante que seja usado o termo me discrimina do padrão normal, e isso alimenta por tabela um sentimentozinho meio narcisista com recheio de ego! Faço questão de todos os meus defeitos, mais enfim. Tenho sentimentos diferente dos Shakespearianos, com todas as características românticas de amor e paixão, possuo os mesmos sentimentos com características distintas, acho que posso caracterizá-los como portadores de características lógicas, algo mais real como 2+2=4... o amor Shakespeariano possue lógicas altamente variáveis, onde somas lógicas sempre dão respostas inesperadas, senti uma pontada de hipocrisia ao parecer tão insensível e limitado, talvez eu esteja enganado sobre tudo isso. também me notei analítico, tenho emoções analíticas, incrível não?! Mais pra mim explicar parece ser impossível, mais vou tentar, sei analisar meus sentimentos, os sentimentos dos outros, combinar ambos, calcular proporções e ter noções praticamente exatas de muita coisa que a pouquíssimos dias não tinha nem noção, pra se ter uma idéia, consigo analisar um relacionamento por alto e por meios comparativos ter uma noção de como funciona a psicologia de ambos no relacionamento, até calcular o gral de probabilidades de uma traição por parte de algum deles, e isso também funciona comigo, mais não consigo por nenhuma lógica dessas em pratica em minha vida, sei até onde posso ir e até onde meu orgulho pode agüentar mais não entendo isso como um limite na pratica, por um lado isso tudo pode ser necessário, porque posso descobrir meios de acertar tentando erros após erros, sendo um cobaia autêntico de minhas experiências em situações sociais, me sinto forte o suficiente pra agüentar, mais ainda não sei quanto, parecer ser algo interessante a ser descoberto(...)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Pensamentos antigos
Postado em um flog no dia 31/10/06 - 00h:34m
Vivenciando detalhes surpreendentemente marcantes, deixando dilemas pra traz, estudando meu mundo, minhas idéias, minhas capacidades e incapacidades, não posso deixar de homenagear a vida, minha vida, a vida humana e vida natural, homenagear aliados, pessoas com quem posso contar, pessoas que amo, pessoas que me amam. nada nessa vida se passa batido, desde que se tenha uma noção exata do chão onde pisa, e consciente de todos os atos, consciente de suas conseqüências... porque nunca se pode deixar de lado o obvio. porque nada é exatamente pre-escrito, é você quem faz, quem desenha, esboça somente ou também finaliza suas artes, você não me deve nada, não deve nada a ninguém, deve a você, sinsta-se satisfeito por ter suas próprias atitudes, porque no final... o reflexo dos atos vem em bilhões de formas diferentes. não posso deixar de pensar no quanto sofri e no quanto fui feliz, ambos são opostos, mais ambos são conseqüências dos meus atos.
Postado em um flog no dia 15/11/06 - 01h:48m
Momentos inesquecíveis, como um simples sorriso ou uma pequena flor, tudo faz parte de necessidades inevitáveis! Carinhos e afetos tem proporção incalculável, parece que quanto mais temos mais queremos sempre! Por isso, a melhor forma de te-lo, é oferecendo-o. Cinco e quase seis meses de um relacionamento assíduo são o suficiente pra que haja tudo isso, e o suficiente também pra saber que precisa-se muito mais que apenas experiência pra sobrepor problemas, precisa-se também de Amor, Respeito e Confiança. É bom sentir um gostinho de satisfação quando se tem uma pessoa maravilhosa do lado. É ótimo sentir conforto quando se sente o calor do ombro da mulher ao lado. Tudo é muito mais fácil do que muitos imaginam. Basta sentir...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Hoje foi um dia atípico, encontrei um ponto peculiar em 6,3 bilhões de outros pontos, seria ironia achar que dentre tantos um conseguiu me fazer acreditar que o mesmo seria assim tão distinto, vivemos uma realidade cruel, onde perdemos a credibilidade do que acreditávamos quando éramos criança, nos iludíamos, hoje vi que ainda se pode acreditar no amor, no companheirismo, na vida! Não sei explicar... hoje senti que não estão todos contaminados com a epidemia chamada promiscuidade social. Temos dentre os 6,3 bilhões algo que realmente não me convêm muito. Não quero fugir tanto assim do que quero dizer, hoje me senti feliz por algo muito simples, poderia estar aproveitando de tantas outras formas, mais um simples tão puro que foi supremo, um simples tão perfeito que me fez sorrir sozinho simplesmente de estar expressando isso aqui, sinto agora um sentimento raro dentro de mim, não sei se isso se chama coerência própria ou insanidade, mais me sinto bem, independente de qual dos dois se distingue.
Quero dizer que: Eu (personagem representando o paciente dessa “ficção”) estou feliz por uma experiência que deveria ser tão comum, pessoas deviam tentar não se contaminar tanto assim. Estou sendo muito mesquinho porque assumo: já estou contaminado, minto, abuso da falsidade e pouquíssimas vezes não sinto bem pelo mal feito, ando focando muito numa mudança pessoal, o primeiro passo é não falar tanto de mim quando quero falar de outra coisa, bom, hoje “conheci” o que eu deveria ter conhecido a muito tempo, alguém que me fez sentir à vontade com meus defeitos, e ter orgulho das minhas qualidades, onde eu pudesse falar abertamente sobre tudo, ate mesmo do que sempre tive medo de expressar, é delicioso estar diante da sua cura quando você tem certeza da doença, meu psicológico está altamente abalado, e eu assumo isso, não estou em meu estado normal e ando encontrando mais anomalias do que gostaria de encontrar, não sei se agente sempre acha o que procura, talvez sejamos todos loucos mais nunca queremos provar isso à nos mesmos, mais tenho certeza de que alguma anomalia possuo, e hoje consegui sentir-me à vontade com tudo isso. Fui claro e transparente com essa pessoa e fui muito bem recebido em seu mundo, tentamos sempre deixar o mais evidente possível tudo que achamos ser bons e que conheçam-nos aos limites agradáveis de nossa personalidade, hoje vi que posso deixar tudo isso de lado, e entender melhor tudo que ainda preciso entender em mim.
Tem tanto tempo que não escrevo aqui, estava com saudades de falar comigo mesmo, difundir um pouco ilusão na minha realidade infame. Estou em uma felicidade volátil, tenho certeza disso e sei que devo aproveitar, mais sei o porque de estar assim e sei como torná-la estável, preciso organizar pensamentos e alinhá-las de acordo com as necessidades e prioridades. (...)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Quero escrever por escrever, nada mais me importa, percas ou ganhos no momento são totalmente irrelevantes, a vida sempre ensina derrubando, puxando o tapete e nos vendo cair, ansiando pela expressão de derrota e melancolia, to afim de surpreender, do chão rir, zombar do tombo e rir muito do descaso, não quero cair, e nem continuar caindo sempre, mais não quero me ligar e achar que tudo está perdido diante disso, acho que estou em um estagio de acomodar com tudo isso, achar que não serei feliz da maneira correta, e querer extravasar, perder e inebriar a derrota, tudo isso ressoa dentro de mim, ecos infindáveis ressoam na minha mente, deixando tudo tão obvio, ser fracassado não é tão mal assim, sempre tem como tirar proveito disso, lógico que esse pensamento não me é original, e tenho uma breve noção de que o derrotado que escreveu isso devia ter grandes esperanças de um dia ser um vencedor, acho que se ele tivesse conseguido nem teria deixado essa frase vir à tona, portanto não quero plagiá-la, mais não quero apagar o que escrevi, serve a um simples nível de expressão. Agora não quero falar por falar, quero falar algo que pensei hoje.
‘Sempre dedicamos tanto, buscamos tanto conquistar algo, sabemos dos limites, e sabemos onde entornar pra que isso seja tangível, as vezes fantasiamos demais, achamos que o que temos é de fato nosso, não falo de bens pessoais muito menos aquela cueca preferida da sua gaveta, falo de conquistas sociais, pessoas, amizades, namoradas(os), nada disso é só nosso, e a pequena parcela que temos sempre é de permanência instável, ou então provisória, olhando por esse ponto de vista, conquistar não é tão interessante assim, porque se dar ao trabalho de conquistar algo não será seu amanha, inevitavelmente, amanha não será seu. Conhecer o que faz bem quem nós mantemos perto da gente é essencial, mais nem sempre o suficiente...’
Cancei de escrever por hoje, vou dormir...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Hoje sinto-me em crise... comigo mesmo, algo lá dentro de mim não concorda, ou com a forma que eu trato meu interior ou a forma que eu trato meu exterior, eu sei que há divergência nisso, eu sei porque sou eu quem administra isso, as vezes nem acredito que tudo isso é de propósito, porque será que eu quero tanto o que não quero?! Sonho todos os dias em viver uma vida que não me interessa, planejo isso, arquiteto e maquino cada cm³ de tudo isso, faço tanto pelo que não quero, não sou eu quem esta falando isso, não é o Arnaldo, nem o dinho que está escrevendo isso, é algo diferente de mim, mais é algo que realmente existe, será?! Começo a ter certeza que tenho sérios problemas de personalidades, algumas delas se manifestam, tenho até medo de ler o que acabei de escrever, pode não ter sido eu quem escreveu o que eu acabei de dizer. Sinto-me exatamente como estava antes, sentado no meu divã, conversando comigo mesmo. Mais agora quem me observa deixou de franzir a testa, começou a me entender, soube que não se trata de um caso comum, porém ainda não tenho um diagnóstico... me senti tão fútil em escrever tudo isso agora, quero mudar de assunto.
Quero falar de mim agora, de meus sentimentos, quem ler isso e realmente me conhece pode achar que eu não tenho sentimentos, pois saibam que tenho, e sou super confuso, me envolvo muito mais do que deveria nas mais impróprias circunstancias possíveis, e o mais engraçado disso é meu controle total nesse caso, impulsos me levam a loucura, vagueio dentro de mim buscando um ponto de apoio, a impressão que da é que eu sei onde me apoiar mais fico procurando, talvez tentando descobrir um ponto de apoio alternativo? Porque falo tanto em “eu mesmo me observando”? me senti um narcisista comentando isso, mais quem escreve de si mesmo não deixa de ser alguém totalmente egoísta em suas expressões, mais não escrevo pra que ninguém leia, escrevo porque ninguém sentaria comigo pra ouvir tudo isso que estou falando, ou talvez porque evito situações como essas pelos motivos mais óbvios possíveis, falar de mim mesmo, buscar dentro de mim algo que me destrói e por pra fora tem um custo, posso me emocionar, e demonstrar fraqueza não me é nada habitual, acho que já escrevi isso em algum lugar, quem sabe nesse blog, foda-se a minha falta de originalidade, posso não ser plagio de mim mesmo? Então o que posso ser?! Se eu estivesse mesmo em um divã estaria apertando com muita força o couro brilhoso e frio do próprio. Ri agora, intimamente imaginando a cena. Rir de mim mesmo, isso não Foi uma risada qualquer, foi um deboche, acho que to perdendo a confiança de mim mesmo, acho que to achando de mais, se não posso ter um diagnostico de mim mesmo não tenho o direito de achar nada, se for pra achar prefiro nem desabafar, quero ter certeza dos meus problemas, quero ter certeza de onde preciso mudar pra ser feliz, o que preciso pra ser feliz, ter alguém? Amar alguém com toda força do meu coração?! Levar a sério, respeitar, jurar amor eterno, porque agora tudo isso parecer ser tão necessário? O que tenho agora me parecia ser tão viável, ser o que sou não me interessa, preciso mesmo continuar com isso? viver uma vida descartável, romances que se vão, onde isso acaba? E isso também começa? Odeio tudo isso, odeio ter que odiar tudo isso, queria sentira algo diferente. Também quero mudar de assunto.
‘Quero relatar uma peculiaridade, algo que nunca fiz aqui, relatar um fato, bom, aconteceu assim, estava aqui agora, as 00:13 de uma nova segunda feira, minha mãe entrou no meu quarto, enquanto eu estava digitando e começou a falar, ela estava totalmente no direito dela, aconteceu algumas coisas hoje e algumas delas também afetaram o lado dela, e ela lógico quis proteger seus interesses, mais o fato é que ela começou a falar e falar, e eu estava digitando aqui e desabafando no Msn com uma revelação de amizade verdadeira, sei que ela falando e eu alterando, desejando intimamente que aquilo acabasse logo, mais não acabava, fui ficando cada vez mais nervoso e alterado, e começamos a discutir, estranhamente eu estava fora de mim, mais controlado, achei isso inédito, sempre (raramente acontece claro) que eu saio de mim eu realmente saio de mim, me torno um pouco inconseqüente, mais desta vez me vi fazendo e falando tudo que estava fazendo, lógico que eu estava muito alterado, falando firme, e com voz instável, mais notei-me sobre controle, a um passo do descontrole, mais ainda no controle, senti orgulho de mim por ter tentado isso, porém fui acusado de “você ta usando droga?”. Engraçado isso né?! Ela sabe como sou quanto estou nervoso, e ela soube que não foi meu normal, ou eu debato e debato ou eu ando pela casa falando e falando, mais falar e pedir espaço pra me acalmar foi novidade, o que não foi novidade foi não ser atendido, não tive o espaço no prazo desejado pra me acalmar, e continuei nervoso, sem aumentar o nível ou diminuir, estavelmente nervoso, irônico não?!’
Talvez eu não publique isso, talvez publique e exclua relendo daqui a uns dois dias, quem saiba eu me surpreenda deixando evidente que tenho problemas, que não estou normal? E quem é normal? Eu ia falar tanta coisa seguida disso mais notei que jogar uma culpa generalizando se torna mais fácil meus problemas. Não quero fazer isso, o problema é meu, e não de todo mundo, se eu tenho problemas é porque não sou normal, se todos fossem problemáticos, quem não seria normal é quem não tem problemas, foi tão obvio quanto idiota esse meu comentário.
Minha orelha queima, meus braços digitam incansavelmente, minhas pernas se agitam, minha mente pensa em duas coisas fora isso que estou digitando. Preciso resolver isso, quero mudar, me adaptar não da. Mais vou mudar me adaptando, quero viver sem necessidades, as necessidades me controlam, quero deixar de pensar no indevido, de planejar, de assistir e posso alterar tudo, eu ando me machucando muito, o que era inebriante hoje me machuca, extrapolei dentro de mim, quase perdi o controle. Posso até não mudar em muitas coisas, mais isso com certeza não me interessa mais. Não quero correr atrás dos meus erros, o que foi feito, foi feito. E disso tudo ainda tenho a experiência. Quero parar de falar, não to me sentindo melhor, mais sei que falar aqui não vai me deixar melhor.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Hoje quero entrar num padrão que eu estava muito evitando, que é o clássico diário, falar de mim diretamente, sem rodeios (lógico que usufruindo de metáforas pra ocultar o verdadeiro contexto) e abrindo meu coração e minha mente, mostrando todas as engrenagens e todas as anomalias hoje existentes lá. Obvio que não vou falar horário das coisas que faço e nem o que fiz no decorrer do meu dia, porque isso é altamente irrelevante, quero falar de mim, uma conversa franca comigo mesmo, talvez eu não saia tanto assim do padrão, acho que desde o começo isso sempre foi assim, eu falando pra mim pra um suposto psicólogo, que ironicamente seria eu mesmo, meu lado estável, cuidado do seu lado instável, estou começando a me achar uma contradição, acho que vou simplesmente deixar fluir, falar o que tenho em mente e no final quem sabe vir com o meu superficial e incompetente diagnóstico.
Quero relatar algo importantíssimo, que provavelmente não vai ficar na minha mente por tanto tempo mais será super conveniente ser registrado, por ter sido importante pra mim e trivial. Bom, alguns dias atrás, conversando com um mentor(a), falando sobre tudo fui abordado com o seguinte pensamento: ‘você me desapontou, eu apostava tudo em você, você era perspicaz, ambicioso e visionário, agora ta acomodado, uma felicidade volátil e infundada’. Confesso que passei uns 15 minutos não conseguindo concentrar nos outros assuntos por que isso me pegou de surpresa, desapontado comigo mesmo, desapontado ainda mais com o argumento deferido, que saiu da minha garganta da forma mais espinhosa possível, me arrependi de pensar no que estava prestes a dizer e me arrependi de não ter contido o que estava dizendo, meus pensamentos ficaram por traz de tudo na minha mente, deixando totalmente exposto o que foi dito e aguardando a pior reação possível, posso ta parecendo um tanto eloqüente nesses comentários, talvez esteja, mais eu fui capaz de dizer: ‘tenho tudo muito fácil, vivo uma vida sem problemas e nunca precisei me sacrificar pra viver como eu vivo, não sei gastar com nada e nem família penso em constituir’. Fui eloqüente quando me achei a escória da minha raça? Bom, isso ainda ta aqui na minha mente. Ressoando ininterruptamente, disputando prioridade com as minhas idéias. Mais acho que ainda preciso pensar muito nisso tudo, ouvir e falar aqui não foi o suficiente! Quero uma vida feliz, ouvi uma vez, de uma pessoa que admiro muito, por ser visionário e objetivo, a seguinte frase: ‘ser rico não é ter dinheiro sobrando, ser rico é viver bem, com o conforto necessário e tranqüilidade’, a partir daí passei a aderir a essa ideologia, uma teoria que precisava entrar em prática, acho que nunca é tarde demais pra acordar, tenho meus planos, metas e objetivos, não sei dividir isso nem comigo mesmo aqui neste blog, mais sei que serão o suficiente pra mim.
Já tirei os 25% que andavam me perturbando e que colaboraram um pouco com a minha insônia de hoje, agora vamos a uma fatia do bolo, os sentimentos.
Não quero parecer inconveniente e nem desiludido, mais aprendi que amar é algo impossível a ser recíproco, não impossível em probabilidades, mais ele é necessariamente impossível, entendeu? Bom... amar é algo bom, a reciprocidade é uma conseqüência das mais prováveis quando acontece, comigo sempre aconteceu, mais nunca foi viável, eu sei que fui amado em todos os meus reais relacionamentos como também amei, não sei dizer quem amei mais e me nego a acreditar que amei uma mais do que a outra, porque amor é amor, e por si próprio não tem seus limites, a forma da abrangência em sua personalidade e estado de espírito que deixa a coisa mais distinta de um ao outro. Descobri isso a muito pouco tempo, bom, o fato é que amar é algo complicado, amar é investir, dar muito mais do que receber, e buscar manter o equilíbrio dentro de você. Alias... acho que talvez essa seja uma peculiaridade minha, as vezes observo certos relacionamentos e não vejo isso ser comum entre eles, esse tal equilíbrio interior parece ser um problema com muita gente, pra mim isso não importa, sei administrar muito bem meus defeitos e minhas qualidades, não quero sair distribuindo conselhos e muito menos escrever aqui um texto de auto-ajuda, mais pra mim amar, é também buscar esse equilíbrio, manter-me à margem da loucura/razão, creio que tenho certas tendências em perder a razão em determinadas situações, talvez, inconscientemente eu tenha sofrido de uma auto evolução preventiva, um conceito novo, obvio que totalmente irreal, mais divertido de se imaginar. Voltando ao que estava falando, bom, quero falar mais sobre essa tal hipocrisia de evolução preventiva não. Amar... amar não é algo que eu invejo, nem desejo, o amor sempre me machucou, já amei incondicionalmente, inocentemente e também fui ferido na mesma proporção, sempre acontece não é?! Normalmente acontece uma vez só, comigo foi assim, obvio que tem suas exceções, mais eu já amei assim, a alguns anos, não me lembro de muita coisa do que aconteceu, fiquei cego por uns 6 meses e talvez surdo e provavelmente desprovido de razão psicológica. Porque eu sabia sempre onde tudo isso iria acabar, como sempre soube em todos os meus outros relacionamentos, mais eu precisava passar por aquilo, se não fosse daquela vez teria sido em outra, e fico feliz em saber que foi naquela época, tinha muito pouco a perder e muuito a ganhar, decepções românticas na adolescência é um treinamento cruel ao homem, não estou sendo nem um pouco exagerado com esse comentário insensível, falo pro experiência própria, vivi os próximos anos à minha maneira, amando do meu jeito e me envolvendo na medida certa, acreditando sempre que ‘a dor é inevitável, mais sofrer é opcional’ (frase vista a alguns anos em algum livro), isso foi algo que ressoava em meu intimo, repetia inúmeras vezes pra mim mesmo toda vez que um grande amor apagava, independente da forma ou circunstância, é impossível não sentir a dor, apesar de eu achar que o sofrimento é opcional sempre sofri, em todas as fases de términos.
Queria poder escrever mais, mas preciso dormir, felizmente deu sono, e o único objetivo desse desabafo era limpar minha mente ao ponto de sentir sono, tenho minhas prioridades, e dividir com o mundo minhas fraquezas está longe de ser uma delas.
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