terça-feira, 29 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
● Pensamentos soltos, Capitulo 5
É na delicia de um sentimento impuro que digo, veementemente, que meu maior prazer é o que de pior existe, vivi mil anos sem poder sentir o que agora sinto, alias, sei que já senti, mas nunca consciente do que agora sinto, se eu pudesse explicar em pecado, teria que falar um pouquinho de cada, se eu pudesse explicar como prazer, continuaria falando de pecados; Sei que lúcido sinto isso, não me foge a razão me deliciar carinhosamente do que ainda vai me fazer mal, se eu tivesse que me despedir de tudo que agora tenho, esse seria o texto, pois percebo que não terei oportunidades de calmaria, esperando meu ultimo suspiro escrevendo coerências do que virão a seguir; não é o fim também, a personalidade dos meus olhos nunca mentiu pra mim; inebrio-me com o que posso, como pode algo tão cruel, instável e impuro me deixar tão apaixonado assim? Paixão? Seria paixão o que sinto? Paixão pelo que? Paixão pelo sentimento impuro, talvez. Se eu pudesse me definir, como se fosse esse sentimento, teria que mudar a ordem de todos os meus órgãos, falar uma língua única, olhar como se observasse, sempre interessado nos resultados e apreciando anomalias, crises, maravilhosas mentiras, péssimas verdades. Desejando os extremos do pior de tudo, de tudo ao meu redor; Se eu pudesse ter esse sentimento como sagrado, o mesmo deixaria de ser soberano, deixaria de só observar, e passaria a trabalhar entre todas as coisas; se eu pudesse descrever esse sentimento em um romance, o cenário seria um quarto de uma casa velha, com papel de parede em tom vermelho, com moveis em branco, todos impecavelmente brancos, com flores em tons rosa, com uma cortina ao vento, leve e trabalhada, em duas peças, ambas dançando assimetricamente, como se não se comunicassem, extremamente brancas, por tom e pelo reflexo do enorme sou que corrompe e faz desenhos de folhas das árvores lá fora ao chão, um chão de madeira, avermelhado e desnivelado, com alguns espaços milimétricos suas entre travessas, lutando contra a claridade da luz que vem das janelas poderia ver uma arvore velha de folhas muito verdes, muito junto à janela, balançando fortemente ao vento, as vidraças fechadas ocultam o som dessa ventania. Num escravo mudo, todo branco, ao lado da cama branca de lençóis extremamente brancos, e cobertores amarrotados, também brancos, tem uma carta parcialmente amassada, ainda úmida, como que de lágrimas, ou suor, quem sabe? O som de fundo não é da ventania, como deveria ser, o som do fundo é de soluços, de grunhidos e ranger de dentes; Se eu continuar descrevendo-o em metáforas, escreveria um livro, agora mesmo, e não conseguiria te fazer sentir o que estou sentindo agora.
Arnaldo Junior
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dedicado à Lorena Alcântara, com carinho.
Na imensidão, sozinha ao anonimato, incerta de propósitos, do quão frio posso estar, do quão posso suportar. A velocidade me impressiona, velocidade que corrompe minhas certezas, que direção tudo isso leva? O atrito que dilacera minha silhueta, ao mesmo tempo a mantém. Quem dera eu poder ao menos me deliciar da gravidade, da estabilidade, ou quem sabe se eu ao menos estivesse em um sobressalto expressivo da felicidade de um amor correspondido. Aos lapsos e levitares de consciência escuto o ressonar da noite, o silencio me traz uma breve paz seguida da surpresa, enfim me misturo a outras como eu, de uma simples gota de chuva a um pedaço do mar.
Arnaldo Junior
sábado, 2 de janeiro de 2010
● Pensamentos soltos, Capitulo 4
Meus pulsos não são o suficiente, minha mente trepida ao sabor do devaneio, minha insanidade tão coerente me ludibria, veementemente, desejando minha sanidade, se consumindo de incógnitas e variáveis, expelindo certezas absolutas sobre o começo de tudo, certezas ansiosas pelo fim, um fim de dores e delicias, um fim exaltado pela medíocre existência própria, pela existência alheia, pela existência da própria existência. Tal fim tão lindo como o começo, tão expressivo como o despertar de um amor irracional, como o despertar de um ódio doentio, um fim tão amado, tão esperado, uma espera que rasga a alma causando um ranger de dentes que me surda a consciência, que me cega a vida, uma overdose de sentimentos opostos ao extremo, no limite de cada um deles, fracionados entre contradições. O terror que aos sussurros me usurpa, que me envolve num calor irresistível, causando mutações perigosas, que reprimem minha existência aceitável, perpetuando o caos, quase que rompendo a linha tênue entre a odiada sanidade, e a completamente adorada loucura.
Arnaldo Júnior
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● Pensamentos soltos, Capitulo 3
Entre insônias, disparos insanos de idéias entre lombras noturnas; cego ao que deve ser feito e vivido, cego aos padrões e scripts; vou me especializando em escória. Não entendo a realidade real, a realidade ideal, não entendo o que tanto dizem, as vezes tenho a certeza de que até audíveis são, esses sons. Insônias abençoadas pela anarquia, amaldiçoada pela ordem social. Peco em viver no submundo, em viver amores baratos, peco em cultivar o pior do que se espera, em sentir tanto ódio por amor, e tanto amor pelo ódio, peco por pensar; amaldiçôo o amanhã igual o ontem, que inevitavelmente foi idêntico ao hoje, e a infinidade de replicas de um único dia ao longo de todos esses dias que se passaram. Sou um péssimo colecionador de experiências; menosprezo o que se espera da vida, menosprezo o interesse ridículo em deferir o egoísmo expressivo nos achismos tão pessoais, que de longe te interessam.
Arnaldo Júnior
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
(filler)
● Pensamentos soltos, Capitulo 2
Vem de um pequeno pensamento, e se forma algo tão enorme, me consome intimamente, usurpa toda minha energia; São pensamentos sorrateiros, intencionados, carregados de emoções infinitas, testando meus limites, contradizendo de propósito todos os meus próprios conceitos; Cobrando-me mudanças, exige uma urgência que não posso cumprir, não sou o melhor em mudanças, teimo em me entregar ao pior de mim, perder a habilidade em maximizar o mínimo, e ocultar o enorme; Continuo sendo o mesmo, fantasiando, me lambuzando de pequenos projetos, dentre devaneios saudáveis, amores descartáveis, amizades pra sempre que duram dias, uma linda dança, ao longo da minha vida; Repito: (...) perdendo a habilidade; Desconheço a proporção do que vive em mim, do que já senti, do que sinto, do que posso sentir, do que realmente posso sentir, já acreditei, hoje talvez não acredite, acredito que talvez acredite;
Arnaldo Júnior
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Inauguração temas off ao conteúdo: Um vezes Dois (Esquizofrênico e Especialista)
Quero anunciar (pra mim mesmo, sendo eu o único leitor do que escrevo) uma pequena alteração na rotina do blog (autopsicobiografia, melhor dizendo para este caso), Estarei incluindo em lançamentos off um pequeno anexo em paralelo, intitulado: “Pensamentos Soltos” (nada original, mas nada definiria melhor).
Aproveitando Tópico para publicação do primeiro texto.
Pensamentos Soltos, Capitulo 01
Sou um surto, uma anomalia, um projeto defeituoso, algo inacabado; deveria ser tudo, mas sou tão pouco, beirando um nada, beirando uma inexistência; por que deveria ser? Que lógica absurda me obriga a seguir tendências, a me alienar por padrões, a ser um pouco dele, um pouco de você? Poderia simplesmente ser o que sei que não sou, o não ser significa pra mim, significa muito pra mim, nasci com isso, mesmo não te interessando, mas sou isso, simplesmente isso. Ser você é tão especial, tão único e tão coletivo, que não cabe a mim usufruir desse privilegiado recurso, não mereço tanto, te ofenderia. Estaria eu enganado das maravilhas sociais, negando tudo, negando uma inclusão social mínima que seja? Estaria eu blasfemando ao perfil ideal? Cuspindo na face do mais novo Jesus C.? Minha ignorância talvez seja meu maior pecado, minha delinqüência comportamental é um veredicto, claro, estou condenado. Mas por que quanto mais faço isso, mais me sinto bem?
sábado, 24 de outubro de 2009
Hopital psiquiátrico e seu esquizofrênico
É 4h da manhã, gosto seco e metálico; vejo um enorme branco que preenche totalmente minha mente, nenhuma memória ousa macular paz, não quero me preocupar com essas memórias, sou feliz com o branco que agora vejo, infelizmente não dura muito, o que era uma delicia me mata de tédio, os desejos obsessivos por qualquer que seja o pecado de pensamento estupraram essa paz, que instinto é esse? A quanto tempo ele mora comigo? Fora essas perguntas, o instinto habita entre um branco único e intenso aqui dentro, não esperava por isso, mas esse sentimento foi evoluindo, senti uma dor enorme nas minhas pernas, a dor é vermelha, de um vermelho vivo, um pensamento vermelho vivo. Mas isso não é um pensamento, a dor é física, resolvo deixar de olhar pra dentro, e olho pra fora e vejo meus dedos cravados às pernas, cravados a ponto de fugirem-nas as cores, talvez seja o vermelho por dentro, mas não é isso que me impressiona, é meu corpo nu, por um momento esqueço a dor, e ignoro meus instintos naturais sendo assassinadas pela dor, e observo meu corpo totalmente nu, minhas unhas estão pessimamente cuidadas, mas não extintas de algum zelo, a falta de cor também consumiu tudo por fora, a cama, o lençol, as paredes, percebo que estou tremendo, seria de dor? Não, talvez seja de frio, sinto frio só de olhar nas paredes, um azulejo marcado com o tempo, sussurrando seu passado sombrio e caótico, sussurrando alertas frenéticos e distantes, suficientemente frenético a ponto de os colocar tão longe, urgências nunca foram meu forte; hábito herdado da infância, digo. Vejo o florescer azul claro, um florescer leve como o cheiro doce e calmo de um abraço, analogia incoerente é meu forte, digo. Meu susto veio em seguida, acompanhado de um leve surto, ao perceber que o azul é minha pequena metrópole de veias nesse braço, mais fraco e branco que o habitual, mas não é isso que me chama a atenção, são essas veias, azul, verdes, essas duras cores, essa indecisão de cores que me impressiona, meu pequeno surto durou até eu ter certeza, essas veias não são minhas, logo: pouco me importa as cores. Não são meus, pois não os sinto, como também não sinto a mão com seus dedos que compõem esses braços, dedos que cravam essas pernas, que definitivamente não são mais minhas, não mais. A dor passou, não sei de quem roubei essa dor, mas o vermelho vivo e eloqüente nem se quer vejo mais.
Depoimento de um esquizofrênico: Auto-penitências
Há meses preso nesse ciclo, talvez não merecia tanta confiança dada pelo meu especialista... não consigo lidar com a pressão dessa vida, co...
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“Em um bairro onde famílias proliferavam como tribos, vivíamos como histórias bíblicas, mas não no passado, hoje lidamos com energia ...
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Uma manhã fria e quase poética de janeiro, sempre pensei em começo de ano com sabor de infância, são primeiros dias de ansiedade pelas mud...