segunda-feira, 24 de março de 2008

domingo, 17 de fevereiro de 2008

-Não tenho muito o que falar, também muito pouco refleti esses últimos dias, me sinto evoluído, novas experiências tomam conta dos velhos pensamentos, obsoletíssimos por sinal, notei o quanto estou me distanciando do que muitos procuram ficar o mais próximo possível, tudo parece ser tão mais fútil do que quando eu já achava que era e mesmo assim me envolvia, ando priorizando coisas tão simples, que por incrível que pareça eram coisas altamente irrelevantes pra mim, mudanças tão radicais assim parecem ser a mais pura contradição de personalidades, não consigo manter um padrão estável, essa tal instabilidade enche minha mente de anomalias, quando escrevo isso meus pensamentos se aglomeram, tumultuam, querendo falar, um mais alto do que o outro, parece que sou tão ansioso em expor pensamentos que isso me reprime, fico alheio a esse canal expressivo com tantas informações retidas, não sei o quanto isso seria interessante a ser discutido aqui, mais são tantas coisas que gostaria de escrever por escrever, as vezes me sinto vaidoso ao escrever aqui, hipocrisia doentia essa minha, se escrevo de mim mesmo, deveria ser mais honesto e aberto, escrever somente o que supostamente vai agradar alguém é mesquinho, não quero agradar, as vezes sinto isso aqui como uma válvula de escape, isso aqui não precisa ter estética ou coerência, é uma auto avaliação de meu psicológico, estou desviando do meu objetivo, e criando uma mascara ridícula do que deveria ser carne crua, tem que ser feio mesmo, tem que ser hostil, porque se não for, não vejo motivos de continuar expressando, se quem estiver lendo agora estiver esperando algo produtivo a ser escrito aqui, sinto muito, minhas intenções é de agora pra frente ser o mais desinteressante possível!

Vou aos primórdios desse blog, a origem deve ser mantida, o “kernel” do meu sistema inicial é o esclarecimento de todas as minhas peculiaridades psicológicas! Portanto vou ser mais especifico:


- auto analise de personagem (paciente)

‘Bom, ultimamente passei a observar um pouco mais, por meio de comparação, as minhas peculiaridades psicológicas, especificamente meus lados de emoções e sentimentos, observei muito, usufruindo banco de dados colhidos por meio de observações de determinados perfis psicológicos, e creio que meu diagnostico pessoal (do personagem paciente) seja mais ou menos assim:

‘notei-me ansioso, não tenho facilidade em manter controle de meus sentimentos e emoções, sou muito impulsivo e desconhecedor dos meus limites em muitos pontos e circunstancias, não me acho tão acima da media, mais o suficiente pra não me caracterizar como “normal” diante ao que se tem no “acervo” mundial de perfis psicológicos, por parte sinto orgulho desse meu defeito, não ser normal seria ser especial, especial por mais humilhante que seja usado o termo me discrimina do padrão normal, e isso alimenta por tabela um sentimentozinho meio narcisista com recheio de ego! Faço questão de todos os meus defeitos, mais enfim. Tenho sentimentos diferente dos Shakespearianos, com todas as características românticas de amor e paixão, possuo os mesmos sentimentos com características distintas, acho que posso caracterizá-los como portadores de características lógicas, algo mais real como 2+2=4... o amor Shakespeariano possue lógicas altamente variáveis, onde somas lógicas sempre dão respostas inesperadas, senti uma pontada de hipocrisia ao parecer tão insensível e limitado, talvez eu esteja enganado sobre tudo isso. também me notei analítico, tenho emoções analíticas, incrível não?! Mais pra mim explicar parece ser impossível, mais vou tentar, sei analisar meus sentimentos, os sentimentos dos outros, combinar ambos, calcular proporções e ter noções praticamente exatas de muita coisa que a pouquíssimos dias não tinha nem noção, pra se ter uma idéia, consigo analisar um relacionamento por alto e por meios comparativos ter uma noção de como funciona a psicologia de ambos no relacionamento, até calcular o gral de probabilidades de uma traição por parte de algum deles, e isso também funciona comigo, mais não consigo por nenhuma lógica dessas em pratica em minha vida, sei até onde posso ir e até onde meu orgulho pode agüentar mais não entendo isso como um limite na pratica, por um lado isso tudo pode ser necessário, porque posso descobrir meios de acertar tentando erros após erros, sendo um cobaia autêntico de minhas experiências em situações sociais, me sinto forte o suficiente pra agüentar, mais ainda não sei quanto, parecer ser algo interessante a ser descoberto(...)


- me sinto melhor...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pensamentos antigos

Postado em um flog no dia 31/10/06 - 00h:34m

Vivenciando detalhes surpreendentemente marcantes, deixando dilemas pra traz, estudando meu mundo, minhas idéias, minhas capacidades e incapacidades, não posso deixar de homenagear a vida, minha vida, a vida humana e vida natural, homenagear aliados, pessoas com quem posso contar, pessoas que amo, pessoas que me amam. nada nessa vida se passa batido, desde que se tenha uma noção exata do chão onde pisa, e consciente de todos os atos, consciente de suas conseqüências... porque nunca se pode deixar de lado o obvio. porque nada é exatamente pre-escrito, é você quem faz, quem desenha, esboça somente ou também finaliza suas artes, você não me deve nada, não deve nada a ninguém, deve a você, sinsta-se satisfeito por ter suas próprias atitudes, porque no final... o reflexo dos atos vem em bilhões de formas diferentes. não posso deixar de pensar no quanto sofri e no quanto fui feliz, ambos são opostos, mais ambos são conseqüências dos meus atos.


Postado em um flog no dia 15/11/06 - 01h:48m
Momentos inesquecíveis, como um simples sorriso ou uma pequena flor, tudo faz parte de necessidades inevitáveis! Carinhos e afetos tem proporção incalculável, parece que quanto mais temos mais queremos sempre! Por isso, a melhor forma de te-lo, é oferecendo-o. Cinco e quase seis meses de um relacionamento assíduo são o suficiente pra que haja tudo isso, e o suficiente também pra saber que precisa-se muito mais que apenas experiência pra sobrepor problemas, precisa-se também de Amor, Respeito e Confiança. É bom sentir um gostinho de satisfação quando se tem uma pessoa maravilhosa do lado. É ótimo sentir conforto quando se sente o calor do ombro da mulher ao lado. Tudo é muito mais fácil do que muitos imaginam. Basta sentir...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Hoje foi um dia atípico, encontrei um ponto peculiar em 6,3 bilhões de outros pontos, seria ironia achar que dentre tantos um conseguiu me fazer acreditar que o mesmo seria assim tão distinto, vivemos uma realidade cruel, onde perdemos a credibilidade do que acreditávamos quando éramos criança, nos iludíamos, hoje vi que ainda se pode acreditar no amor, no companheirismo, na vida! Não sei explicar... hoje senti que não estão todos contaminados com a epidemia chamada promiscuidade social. Temos dentre os 6,3 bilhões algo que realmente não me convêm muito. Não quero fugir tanto assim do que quero dizer, hoje me senti feliz por algo muito simples, poderia estar aproveitando de tantas outras formas, mais um simples tão puro que foi supremo, um simples tão perfeito que me fez sorrir sozinho simplesmente de estar expressando isso aqui, sinto agora um sentimento raro dentro de mim, não sei se isso se chama coerência própria ou insanidade, mais me sinto bem, independente de qual dos dois se distingue.

Quero dizer que: Eu (personagem representando o paciente dessa “ficção”) estou feliz por uma experiência que deveria ser tão comum, pessoas deviam tentar não se contaminar tanto assim. Estou sendo muito mesquinho porque assumo: já estou contaminado, minto, abuso da falsidade e pouquíssimas vezes não sinto bem pelo mal feito, ando focando muito numa mudança pessoal, o primeiro passo é não falar tanto de mim quando quero falar de outra coisa, bom, hoje “conheci” o que eu deveria ter conhecido a muito tempo, alguém que me fez sentir à vontade com meus defeitos, e ter orgulho das minhas qualidades, onde eu pudesse falar abertamente sobre tudo, ate mesmo do que sempre tive medo de expressar, é delicioso estar diante da sua cura quando você tem certeza da doença, meu psicológico está altamente abalado, e eu assumo isso, não estou em meu estado normal e ando encontrando mais anomalias do que gostaria de encontrar, não sei se agente sempre acha o que procura, talvez sejamos todos loucos mais nunca queremos provar isso à nos mesmos, mais tenho certeza de que alguma anomalia possuo, e hoje consegui sentir-me à vontade com tudo isso. Fui claro e transparente com essa pessoa e fui muito bem recebido em seu mundo, tentamos sempre deixar o mais evidente possível tudo que achamos ser bons e que conheçam-nos aos limites agradáveis de nossa personalidade, hoje vi que posso deixar tudo isso de lado, e entender melhor tudo que ainda preciso entender em mim.

Tem tanto tempo que não escrevo aqui, estava com saudades de falar comigo mesmo, difundir um pouco ilusão na minha realidade infame. Estou em uma felicidade volátil, tenho certeza disso e sei que devo aproveitar, mais sei o porque de estar assim e sei como torná-la estável, preciso organizar pensamentos e alinhá-las de acordo com as necessidades e prioridades. (...)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Quero escrever por escrever, nada mais me importa, percas ou ganhos no momento são totalmente irrelevantes, a vida sempre ensina derrubando, puxando o tapete e nos vendo cair, ansiando pela expressão de derrota e melancolia, to afim de surpreender, do chão rir, zombar do tombo e rir muito do descaso, não quero cair, e nem continuar caindo sempre, mais não quero me ligar e achar que tudo está perdido diante disso, acho que estou em um estagio de acomodar com tudo isso, achar que não serei feliz da maneira correta, e querer extravasar, perder e inebriar a derrota, tudo isso ressoa dentro de mim, ecos infindáveis ressoam na minha mente, deixando tudo tão obvio, ser fracassado não é tão mal assim, sempre tem como tirar proveito disso, lógico que esse pensamento não me é original, e tenho uma breve noção de que o derrotado que escreveu isso devia ter grandes esperanças de um dia ser um vencedor, acho que se ele tivesse conseguido nem teria deixado essa frase vir à tona, portanto não quero plagiá-la, mais não quero apagar o que escrevi, serve a um simples nível de expressão. Agora não quero falar por falar, quero falar algo que pensei hoje.

‘Sempre dedicamos tanto, buscamos tanto conquistar algo, sabemos dos limites, e sabemos onde entornar pra que isso seja tangível, as vezes fantasiamos demais, achamos que o que temos é de fato nosso, não falo de bens pessoais muito menos aquela cueca preferida da sua gaveta, falo de conquistas sociais, pessoas, amizades, namoradas(os), nada disso é só nosso, e a pequena parcela que temos sempre é de permanência instável, ou então provisória, olhando por esse ponto de vista, conquistar não é tão interessante assim, porque se dar ao trabalho de conquistar algo não será seu amanha, inevitavelmente, amanha não será seu. Conhecer o que faz bem quem nós mantemos perto da gente é essencial, mais nem sempre o suficiente...’

Cancei de escrever por hoje, vou dormir...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Hoje sinto-me em crise... comigo mesmo, algo lá dentro de mim não concorda, ou com a forma que eu trato meu interior ou a forma que eu trato meu exterior, eu sei que há divergência nisso, eu sei porque sou eu quem administra isso, as vezes nem acredito que tudo isso é de propósito, porque será que eu quero tanto o que não quero?! Sonho todos os dias em viver uma vida que não me interessa, planejo isso, arquiteto e maquino cada cm³ de tudo isso, faço tanto pelo que não quero, não sou eu quem esta falando isso, não é o Arnaldo, nem o dinho que está escrevendo isso, é algo diferente de mim, mais é algo que realmente existe, será?! Começo a ter certeza que tenho sérios problemas de personalidades, algumas delas se manifestam, tenho até medo de ler o que acabei de escrever, pode não ter sido eu quem escreveu o que eu acabei de dizer. Sinto-me exatamente como estava antes, sentado no meu divã, conversando comigo mesmo. Mais agora quem me observa deixou de franzir a testa, começou a me entender, soube que não se trata de um caso comum, porém ainda não tenho um diagnóstico... me senti tão fútil em escrever tudo isso agora, quero mudar de assunto.

Quero falar de mim agora, de meus sentimentos, quem ler isso e realmente me conhece pode achar que eu não tenho sentimentos, pois saibam que tenho, e sou super confuso, me envolvo muito mais do que deveria nas mais impróprias circunstancias possíveis, e o mais engraçado disso é meu controle total nesse caso, impulsos me levam a loucura, vagueio dentro de mim buscando um ponto de apoio, a impressão que da é que eu sei onde me apoiar mais fico procurando, talvez tentando descobrir um ponto de apoio alternativo? Porque falo tanto em “eu mesmo me observando”? me senti um narcisista comentando isso, mais quem escreve de si mesmo não deixa de ser alguém totalmente egoísta em suas expressões, mais não escrevo pra que ninguém leia, escrevo porque ninguém sentaria comigo pra ouvir tudo isso que estou falando, ou talvez porque evito situações como essas pelos motivos mais óbvios possíveis, falar de mim mesmo, buscar dentro de mim algo que me destrói e por pra fora tem um custo, posso me emocionar, e demonstrar fraqueza não me é nada habitual, acho que já escrevi isso em algum lugar, quem sabe nesse blog, foda-se a minha falta de originalidade, posso não ser plagio de mim mesmo? Então o que posso ser?! Se eu estivesse mesmo em um divã estaria apertando com muita força o couro brilhoso e frio do próprio. Ri agora, intimamente imaginando a cena. Rir de mim mesmo, isso não Foi uma risada qualquer, foi um deboche, acho que to perdendo a confiança de mim mesmo, acho que to achando de mais, se não posso ter um diagnostico de mim mesmo não tenho o direito de achar nada, se for pra achar prefiro nem desabafar, quero ter certeza dos meus problemas, quero ter certeza de onde preciso mudar pra ser feliz, o que preciso pra ser feliz, ter alguém? Amar alguém com toda força do meu coração?! Levar a sério, respeitar, jurar amor eterno, porque agora tudo isso parecer ser tão necessário? O que tenho agora me parecia ser tão viável, ser o que sou não me interessa, preciso mesmo continuar com isso? viver uma vida descartável, romances que se vão, onde isso acaba? E isso também começa? Odeio tudo isso, odeio ter que odiar tudo isso, queria sentira algo diferente. Também quero mudar de assunto.

‘Quero relatar uma peculiaridade, algo que nunca fiz aqui, relatar um fato, bom, aconteceu assim, estava aqui agora, as 00:13 de uma nova segunda feira, minha mãe entrou no meu quarto, enquanto eu estava digitando e começou a falar, ela estava totalmente no direito dela, aconteceu algumas coisas hoje e algumas delas também afetaram o lado dela, e ela lógico quis proteger seus interesses, mais o fato é que ela começou a falar e falar, e eu estava digitando aqui e desabafando no Msn com uma revelação de amizade verdadeira, sei que ela falando e eu alterando, desejando intimamente que aquilo acabasse logo, mais não acabava, fui ficando cada vez mais nervoso e alterado, e começamos a discutir, estranhamente eu estava fora de mim, mais controlado, achei isso inédito, sempre (raramente acontece claro) que eu saio de mim eu realmente saio de mim, me torno um pouco inconseqüente, mais desta vez me vi fazendo e falando tudo que estava fazendo, lógico que eu estava muito alterado, falando firme, e com voz instável, mais notei-me sobre controle, a um passo do descontrole, mais ainda no controle, senti orgulho de mim por ter tentado isso, porém fui acusado de “você ta usando droga?”. Engraçado isso né?! Ela sabe como sou quanto estou nervoso, e ela soube que não foi meu normal, ou eu debato e debato ou eu ando pela casa falando e falando, mais falar e pedir espaço pra me acalmar foi novidade, o que não foi novidade foi não ser atendido, não tive o espaço no prazo desejado pra me acalmar, e continuei nervoso, sem aumentar o nível ou diminuir, estavelmente nervoso, irônico não?!’

Talvez eu não publique isso, talvez publique e exclua relendo daqui a uns dois dias, quem saiba eu me surpreenda deixando evidente que tenho problemas, que não estou normal? E quem é normal? Eu ia falar tanta coisa seguida disso mais notei que jogar uma culpa generalizando se torna mais fácil meus problemas. Não quero fazer isso, o problema é meu, e não de todo mundo, se eu tenho problemas é porque não sou normal, se todos fossem problemáticos, quem não seria normal é quem não tem problemas, foi tão obvio quanto idiota esse meu comentário.

Minha orelha queima, meus braços digitam incansavelmente, minhas pernas se agitam, minha mente pensa em duas coisas fora isso que estou digitando. Preciso resolver isso, quero mudar, me adaptar não da. Mais vou mudar me adaptando, quero viver sem necessidades, as necessidades me controlam, quero deixar de pensar no indevido, de planejar, de assistir e posso alterar tudo, eu ando me machucando muito, o que era inebriante hoje me machuca, extrapolei dentro de mim, quase perdi o controle. Posso até não mudar em muitas coisas, mais isso com certeza não me interessa mais. Não quero correr atrás dos meus erros, o que foi feito, foi feito. E disso tudo ainda tenho a experiência. Quero parar de falar, não to me sentindo melhor, mais sei que falar aqui não vai me deixar melhor.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Hoje quero entrar num padrão que eu estava muito evitando, que é o clássico diário, falar de mim diretamente, sem rodeios (lógico que usufruindo de metáforas pra ocultar o verdadeiro contexto) e abrindo meu coração e minha mente, mostrando todas as engrenagens e todas as anomalias hoje existentes lá. Obvio que não vou falar horário das coisas que faço e nem o que fiz no decorrer do meu dia, porque isso é altamente irrelevante, quero falar de mim, uma conversa franca comigo mesmo, talvez eu não saia tanto assim do padrão, acho que desde o começo isso sempre foi assim, eu falando pra mim pra um suposto psicólogo, que ironicamente seria eu mesmo, meu lado estável, cuidado do seu lado instável, estou começando a me achar uma contradição, acho que vou simplesmente deixar fluir, falar o que tenho em mente e no final quem sabe vir com o meu superficial e incompetente diagnóstico.

Quero relatar algo importantíssimo, que provavelmente não vai ficar na minha mente por tanto tempo mais será super conveniente ser registrado, por ter sido importante pra mim e trivial. Bom, alguns dias atrás, conversando com um mentor(a), falando sobre tudo fui abordado com o seguinte pensamento: ‘você me desapontou, eu apostava tudo em você, você era perspicaz, ambicioso e visionário, agora ta acomodado, uma felicidade volátil e infundada’. Confesso que passei uns 15 minutos não conseguindo concentrar nos outros assuntos por que isso me pegou de surpresa, desapontado comigo mesmo, desapontado ainda mais com o argumento deferido, que saiu da minha garganta da forma mais espinhosa possível, me arrependi de pensar no que estava prestes a dizer e me arrependi de não ter contido o que estava dizendo, meus pensamentos ficaram por traz de tudo na minha mente, deixando totalmente exposto o que foi dito e aguardando a pior reação possível, posso ta parecendo um tanto eloqüente nesses comentários, talvez esteja, mais eu fui capaz de dizer: ‘tenho tudo muito fácil, vivo uma vida sem problemas e nunca precisei me sacrificar pra viver como eu vivo, não sei gastar com nada e nem família penso em constituir’. Fui eloqüente quando me achei a escória da minha raça? Bom, isso ainda ta aqui na minha mente. Ressoando ininterruptamente, disputando prioridade com as minhas idéias. Mais acho que ainda preciso pensar muito nisso tudo, ouvir e falar aqui não foi o suficiente! Quero uma vida feliz, ouvi uma vez, de uma pessoa que admiro muito, por ser visionário e objetivo, a seguinte frase: ‘ser rico não é ter dinheiro sobrando, ser rico é viver bem, com o conforto necessário e tranqüilidade’, a partir daí passei a aderir a essa ideologia, uma teoria que precisava entrar em prática, acho que nunca é tarde demais pra acordar, tenho meus planos, metas e objetivos, não sei dividir isso nem comigo mesmo aqui neste blog, mais sei que serão o suficiente pra mim.

Já tirei os 25% que andavam me perturbando e que colaboraram um pouco com a minha insônia de hoje, agora vamos a uma fatia do bolo, os sentimentos.

Não quero parecer inconveniente e nem desiludido, mais aprendi que amar é algo impossível a ser recíproco, não impossível em probabilidades, mais ele é necessariamente impossível, entendeu? Bom... amar é algo bom, a reciprocidade é uma conseqüência das mais prováveis quando acontece, comigo sempre aconteceu, mais nunca foi viável, eu sei que fui amado em todos os meus reais relacionamentos como também amei, não sei dizer quem amei mais e me nego a acreditar que amei uma mais do que a outra, porque amor é amor, e por si próprio não tem seus limites, a forma da abrangência em sua personalidade e estado de espírito que deixa a coisa mais distinta de um ao outro. Descobri isso a muito pouco tempo, bom, o fato é que amar é algo complicado, amar é investir, dar muito mais do que receber, e buscar manter o equilíbrio dentro de você. Alias... acho que talvez essa seja uma peculiaridade minha, as vezes observo certos relacionamentos e não vejo isso ser comum entre eles, esse tal equilíbrio interior parece ser um problema com muita gente, pra mim isso não importa, sei administrar muito bem meus defeitos e minhas qualidades, não quero sair distribuindo conselhos e muito menos escrever aqui um texto de auto-ajuda, mais pra mim amar, é também buscar esse equilíbrio, manter-me à margem da loucura/razão, creio que tenho certas tendências em perder a razão em determinadas situações, talvez, inconscientemente eu tenha sofrido de uma auto evolução preventiva, um conceito novo, obvio que totalmente irreal, mais divertido de se imaginar. Voltando ao que estava falando, bom, quero falar mais sobre essa tal hipocrisia de evolução preventiva não. Amar... amar não é algo que eu invejo, nem desejo, o amor sempre me machucou, já amei incondicionalmente, inocentemente e também fui ferido na mesma proporção, sempre acontece não é?! Normalmente acontece uma vez só, comigo foi assim, obvio que tem suas exceções, mais eu já amei assim, a alguns anos, não me lembro de muita coisa do que aconteceu, fiquei cego por uns 6 meses e talvez surdo e provavelmente desprovido de razão psicológica. Porque eu sabia sempre onde tudo isso iria acabar, como sempre soube em todos os meus outros relacionamentos, mais eu precisava passar por aquilo, se não fosse daquela vez teria sido em outra, e fico feliz em saber que foi naquela época, tinha muito pouco a perder e muuito a ganhar, decepções românticas na adolescência é um treinamento cruel ao homem, não estou sendo nem um pouco exagerado com esse comentário insensível, falo pro experiência própria, vivi os próximos anos à minha maneira, amando do meu jeito e me envolvendo na medida certa, acreditando sempre que ‘a dor é inevitável, mais sofrer é opcional’ (frase vista a alguns anos em algum livro), isso foi algo que ressoava em meu intimo, repetia inúmeras vezes pra mim mesmo toda vez que um grande amor apagava, independente da forma ou circunstância, é impossível não sentir a dor, apesar de eu achar que o sofrimento é opcional sempre sofri, em todas as fases de términos.

Queria poder escrever mais, mas preciso dormir, felizmente deu sono, e o único objetivo desse desabafo era limpar minha mente ao ponto de sentir sono, tenho minhas prioridades, e dividir com o mundo minhas fraquezas está longe de ser uma delas.

Fico devendo um diagnostico

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Hoje quero fugir um pouco do padrão, pedi a mim mesmo que parasse de me analisar, levantei do divã e o chamei pra sair, conversar um pouco informalmente, quero ser eu mesmo em idéias, falar por falar sentado em uma mesa qualquer de um bar qualquer olhando o movimento natural das coisas, e expressar sentimentos e idéias próprias sem que eu tenha um veredicto crucial! Quero ser eu mesmo, e fugir um pouco do personagem falando de outro personagem pra um personagem, quero ser sincero comigo, conversar comigo sobre tudo, talvez até de mim, quero ouvir por imaginação um mundo normal, onde pessoas a essa hora (06:53 hs) estão em um movimento frenético indo sempre a algum lugar onde não deixam de ir ontem, irão amanha. Quero me imaginar alguém diferente, alguém que não pode ser visto mais que está lá, vestido de forma casual, uma calça qualquer, uma chinela simples de dedo e até se possível uma meia pra proteger do inevitável frio matinal, uma camiseta com alguma coisa por cima, cabelo despenteado e rosto amassado, conversando comigo, sentado do outro lado da mesa vestido de roupa mais adequada com o mundo real, vestido com uma camisa bem passada, uma calça Oxford preta e um sapato preto, cabelo bem penteado e barba bem feita, com as mãos sobre as pernas, olhando fixamente entre a fumaça do meu chocolate quente sobre meu rosto, tentando ver aqueles olhos vagos distraídos e calmos olhando pro lado, como se tivesse parado e esquecido no momento trivial de tomar o chocolate, sentindo um calor distante no canto do seu rosto, enxergando tudo e não vendo nada. Eu formal preocupado com Eu casual, numa calçada de uma rua, de uma cidade mergulhada em uma agonia profunda de tentar superar o ontem. Enfim sai um suspiro, seguido de uma precipitação de algo que vai ser dito, mais um momento de silencio e finalmente o tal silencio foi quebrado:

- Parece tudo tão simples, tão vago, e também tão desnecessário. Porque viver mais de 70% do que você tem que viver assim? Correndo atrás de algo que tão sem fundamento que é o futuro? Viver é uma loteria, você não sabe se o hoje será recompensado amanha, posso passar a vida inteira me procurando e me achar no ultimo dia. Isso é justo?

Confesso, esse comentário me assustou, foi dito profundamente, porém o enredo não me agradou, foi um conteúdo imaturo e covarde, me analisando e me observando voltar ao meu silencio e finalmente continuar o procedimento ir com o copo à boca senti uma vontade enorme de me levantar, deixá-lo sozinho em seus pensamentos e deixar que se ache, mais eu aí quem seria o covarde? Relaxei um pouco o corpo, me distrai um pouco com o meu redor, me puxei pra frente com os ombros sobre a mesa, me distrai um pouco com o meu copo de café já vazio e frio e fiquei com o olhar fixo à mesa, eu me conheço, e sei que não posso intervir, o Eu sentado na minha frente precisa de um tempo, merece a “solidão acompanhada”, conselhos são desnecessários, do outro lado da mesa consegui ouvir as engrenagens do seu subconsciente trabalhando, a uma velocidade incalculável, pensar é transgredir, é a teoria mais simples e aceita por mim, sempre! Conseguir chegar a um nível de se ver dentro de si mesmo é uma arte, dizem “que se vê melhor quando esta fora”, se ver por fora é algo perfeito, e eu me conhecia a ponto de me deixar assim, sozinho, e acompanhado. Eu precisava estar comigo mesmo naquele momento, ele precisa de mim, e eu vou ajudá-lo. [...continua hoje mesmo]



~> Hoje quero finalizar este post e corrigi-lo.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Lendo tudo isso sinto que sou uma enorme contradição, não de personalidade, mais sim de idéia,s já não concordo com nada antes mencionado, mais confesso que já pensei ser assim, inúmeras vezes eu me achei assim, mais quem consegue elaborar um personagem, criar características, emoções? criar momentos que pra tantos é caracterizado como verdadeiro... como sorrisos, abraços, suspiros e sonhos. Eu teria que ser perfeito demais (e desumano) ao ponto de, alem de criar, executar tudo isso e fazê-lo sem que seja evidente demais, e de tantos defeitos que tenho o maior deles é a minha indiscrição. Talvez eu consiga de fato pensar em algo proporcional, mais sei que sou incapaz de executá-lo, falar que consigo ser o que todos acham que sou é fácil, pois ainda, de fato, não deixei de ser que eu falei que sou e senti impossível deixar ou “voltar” a ser alguém que até eu ontem achava que era realmente, talvez porque não existe outro Eu, este eu mencionado continua sendo eu, o que me faz diferente de mim mesmo são minhas características distintas, aliás, extremamente opostas, porque consigo ser verdadeiro, mais também consigo ser falso, isso depende de circunstancias, consegui me ludibriar, fazendo com que eu me entenda como criador de personalidades, fui ingênuo, de ontem pra hoje consegui evoluir ao ponto de me achar ridículo, amanha me acharei ridículo também? Bom, como eu ia dizendo, eu disse tudo de uma forma muito coerente no ultimo post, mais não cheguei a falar de características do meu eu verdadeiro, quem conseguiu acreditar no que eu disse sem nem ao menos ouvir de mim mesmo como sou verdadeiramente me provou o quanto meus argumentos foram suficientes, ou quem leu foi e é facilmente influenciável, tentando criar diagnósticos de mim mesmo posso fazê-lo com que crie você mesmo os seus.

A manipulação da expressão é algo muito simples, mais a manipulação da vida em sociedade é algo que até me assusta, se eu encontrasse alguém que faz isso, não saberia que o mesmo o faz, porque algo tão engenhoso assim deve ser evidenciado?

Vvio uma eterna contradição, o problema não é o que eu faço, é o que eu penso, porque se eu fizsse de fato tudo que eu penso eu teria orgulho e decepção de mim, algo tão básico como pensar e agir faz parte do procedimento de qualquer um racional, serei eu tão incopetente assim? Bilhões de idéias fluem em minha mente, cada segundo um novo pensamento, porque me atribuíram tamanha peculiaridade, e me deixaram totalmente desprovido da tal iniciativa?


Diagnostico #002

***diagnostico especifico:

Um pouco confuso, pois aleguei algo com veemência, clareza e ciente de si, mais logo após fiz perguntas sobre as minhas próprias afirmações, citando o quão interessante seria alguém executar ações contraditas por mim mesmo. Posteriormente fugi do foco argumentativo tendo meu depoimento como pessoal ao leitor, questionando a condição psicológica com argumentos diretos a quem lê, isso prova que o assunto realmente é inconveniente e que de fato me incomodou, fui instável mais tentando ser coerente, portanto fui portador de um depoimento vago, porém objetivo.

***diagnostico geral:

Extremamente instável, portador de ideologias distintas e incapaz de manter uma linha única de raciocínio, tendo uma variação extremamente radical em curtíssimo intervalo de tempo, enfático ao que sempre me incomoda e detalhista em algo que um dia virá a ser enfatizado, demonstrando que minha atenção aos detalhes é relacionada ao que ainda não dominei, que ainda quero entender e que com certeza virá a ser algo a ser mencionado com expressão, de decepção ou gloria. Possuo peculiaridades a serem analisadas, diagnosticadas e mencionadas nos meus próximos diagnósticos gerais.


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

primeiro post

agora são 06:38 de uma manha que parece linda, porém me falta interesse em ve-la como tal, tive um final de semana que a alguns anos atrás definiria como PERFEITA, porém o que já foi legal hoje não me satisfaz, bom, depois de ter lido sobre aquele distúrbio divulgado no ultimo post quero que saibam (supostos leitores inexistentes - porque sei que ninguém nunca le essas coisas) que meu único interesse nesse blog é para que eu tenha futuramente uma auto analise da minha personalidade, ou as variações da mesma. Bom, continuando... vivi um final de semana agitado, com muitas peculiaridades, estabeleci metas e as superei, tentei deixar de vivenciar o que vivenciei nas ultimas 3 semanas pra ter algo novo em mente, como ninguém le isso mesmo vou ser sincero, perdi um bom namoro, durou 7 meses e 1 semana, foi algo que investi, tentei construir algo diferente, tentei ser diferente, mais eu não tinha interesse em mais nada além de ser bom, eu sabia que uma hora iria acabar, porque o pra sempre nunca é pra sempre, isso é fato, além de ser umas das frases mais manjadas e usadas em sub-nicks, mais não deixa de ser fato. Bom, não tentei ser perfeito porque sei que o perfeito não é tão agradável, tentei ser eu mesmo sem meus piores defeitos, ainda os tenho, alguns eu os moldei como qualidade e outros tentei os expor pra que eu pareça o mais natural o possível, isso parecer ser um pouco injusto, mais se eu fosse realmente quem eu sou não teriam sido 7,1 meses, não teria nem existido, poucas pessoas conhecem eu por completo, algumas demoraram anos pra saber como eu sou, as pessoas que vivem recentemente no meu mundo não tem nem noção do que eu sinto, do que penso. As que já me conhecem a mais de ano já tem noção de pelo menos 45%, as que me conhecem a mais do que isso já passou um pouco dos 65%. Uma das pessoas que passou da ultima cota citada conversando comigo a pouco tempo depois de receber a pergunta "o que você pediria pra mudar em mim de todos os meus defeitos" ela respondeu que nada, que gostava de quem eu era por dentro, mais do que de quem eu quero que todos conheçam, que se acostumou com eles e que se não fosse por eles talvez não gostasse de mim o quanto gosta. Me senti bem, porque ela como outras pessoas na minha vida já tiveram a experiência de conhecer um "eu" personagem, onde todos conhecem e vivenciam com ele, já teve contato também com o lado negativo dessa personagem, e com o irrelevante lado positivo também, onde deixou de ter interesse no meu personagem me fazendo forçar em demonstrar como sou realmente, se assustando e depois convivendo... lembrando disso acabei me lembrando de outra experiência exatamente igual... onde fui desmascarado, fiz cair um muro criado minuciosamente pela linda força da amizade e depois vi esse muro sendo reconstruído... com verdadeiros tijolos. Algumas pessoas se acostumam comigo, sabem como sou e me tratam verdadeiramente, outras pessoas me descobrem, mais não me contam, e acham que eu não percebi que descobriram e tentam me tratar como acham que eu quero ser tratado, e pra não quebrar a ordem das coisas faço com que a pessoa achem que eu estou satisfeito assim.
Percebi que fugi muito de todos os assuntos que comecei, conversar comigo mesmo me faz bem... já são 07:00 hs, escrevo pra não pensar no indevido, pra que quando eu deitar consiga esquecer tudo que eu estava pensando, escrevo sentando num divã, comigo me observando e franzindo a testa, assustado com aquele ser idêntico e tão diferente de si mesmo (isso mereceu ser patenteado). Sentir orgulho de citar algo tão profundo relacionado a algo super pendente ao grande defeito de personalidade é hipocrisia, ser quem eu sou as vezes parece uma missão, mais a quem eu preciso agradar? tento me superar com meus piores defeitos e as vezes consigo me surpreender, mais porque insisto em pensar que meus defeitos alimentam minhas qualidades? onde está a relação entre si? desde quando alguém querer ser mais pobre consegue ficar rico? me sinto contratidor de minhas idéias e não me sinto mal por isso. Tenho tanta vontade de conhecer eu mesmo, de me ver e poder conversar comigo, mais de uma forma imprevisível, sem saber o que poderei ouvir ou não ter noção do que a pessoa está pensando, quero alguem tão burro como eu e que não ache que pode estar um passo à frente aos pensamentos alheios, quero eu diferente de mim... porém idêntico. Sinto vontade de me dividir, vontade idiota. dividindo perderia metade de minhas qualidades ou metade dos meus defeitos, ou metade dos dois, e isso é vantagem? não quero perder meus defeitos, eles me divertem, gosto de ver coisas acontecendo por causa dos meus defeitos, porque perder algo ou pessoas na balança não é perca, meus ganhos sobre saem as percas, saber porque perdi é vantagem, porque saberei não perder, e perderei aprendendo a perder de maneira diferente e assim por diante.
Quando leio novamente uma frase dessas acho tão medíocre, não me sinto suficiente, em nada, mais não quero mudar, quero ser assim. Se eu pudesse criar alguém pra mim, criaria alguém com defeitos, mais você acha que não tem defeitos? errado, tem um pior do que todos os meus, não assumir seus defeitos, agora se você tem UM defeito pior do que todos os meus se pergunte: "sou portador de um só defeito?", terá uma resposta tão obvia quanto a pergunta.

diagnostico #1:
oscilei muito, tive momentos super instáveis com intervalos muito próximos, comecei com tendências de conformismo depressivo oscilando para a estabilidade esclarecida e logo após outras circunstancias também diversas as mesmas, tentei não manter uma linha própria de ideias, sendo bem especifico no começo apontando o que realmente me incomodava e fugindo do assunto, com um suposto medo ao evidenciar o intimo ao publico ou a si mesmo. Portanto no momento não me caracterizo como portador de nenhuma anomalia, ser instável e ter medo dos próprios sentimentos ainda é normal. Considerando o fato de "personalidades fabricadas" não se deve julgar comportamento inapropriado.

Arnaldo Júnior (eu mesmo)

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